quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Futebol no Gelo

Minhas lembranças de jogos de futebol na neve são bem pequenas. Me recordo de uma imagem ou outra e geralmente em competições pequenas. Fora isso, neve no campo e bola laranja, só mesmo por curiosidade jogando FIFA.

Mas ontem me surpreendi com as imagens do segundo tempo da partida entre o Lech Poznan e Juventus, na Polônia, ontem. Mais surpreendente que a neve, só mesmo o empate em 1 a 1 que eliminou a Vecchia Signora da Liga Europa na primeira fase.



O pior é que o meu Atlético de Madrid conseguiu perder para o Aris, da Grécia, dentro do Calderón, e está seguindo pelo mesmo caminho. Vamos lá Campeón!!!




Só pra registrar, teve muita neve também nos jogos entre Odense e Getafe, na Dinamarca, Young Boys e Stuttgart, na Suíça, e Gente e Levski Sofia, na Bélgica.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Como a fênix

Andava meio desanimado com o futebol nesse fim de ano. A bola laranja e a bola oval vinham chamando muito mais minha atenção que a tradicional capotão de gomos pretos e brancos (pena que não são mais assim). Mas hoje, só consigo ler notícias sobre futebol e pensar em jogar futebol. O motivo? Um jogo!

Confesso que estava desacostumado, pois há alguns anos não via meu SPFC chegar ao fim do ano sem brigar por nada. Nem por uma vaga na Libertadores sequer. Para piorar, ainda se envolveu na chata polêmica das entregadas que enfeia o fim do Brasileirão.

Já no cenário internacional, meu Liverpool vem sofrendo para se recuperar na Premiere. Meu Atlético de Madrid, faz campanha instável na Liga das Estrelas. Minha Inter, vai mal na Série A depois de cinco anos dominantes. Meu Sporting, até que está brigando por vaga nas competições européias, mas está a 13 pontos do Porto.

Mas ontem, tudo mudou. O dia começou com a lembrança de uns colegas de que era segunda-feira de Barça x Real. Até estava lembrando disso, mas, pra mim, o melhor que o clássico poderia me oferecer seria mesmo o documentário "Mais que uma partida" transmitido pela ESPN semana passada.

Puro engano. Dezessete minutos de jogo foram suficientes para fazer renascer como a fênix a minha paixão por futebol. Foi o tempo que o encantado Barça precisou para liquidar o poderoso Real. Depois disso, foi só curtir a aula de futebol do time culé.

Lembro que quando vi aquele Barça de 2006, pensei: "jamais voltarei a a ter o prazer de ver um time tão bom jogar". Então veio o Barça de 2009 para me fazer mudar de idéia. E no primeiro semestre desse ano, quase chorei com a eliminação blau-grana para a medíocre Inter de Milão e o anti-futebol de Mourinho.

Mas ontem foi a desforra. Como foi bom ver o futebol de Messi, Xavi, Iniesta e Villa, triunfar em cima de Cristianos Ronaldos, Pepes e Sérgios Ramos da vida.

O resultado: mal posso esperar para ver meu Atlético e meu Liverpool em ação pela Euroleague. Mal posso esperar para ver a rodada final do Brasileirão. Mal posso esperar pelo começo do Mundial de Clubes. E, claro, mal posso esperar para ver o fantástico Barça pegar o Osasuna sábado, em Pamplona.


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Futebol arte (de se jogar)

O morno Brasil x Argentina no "agradável" deserto do Qatar me chamou atenção apenas em um aspecto - como o jogador brasileiro se joga.

Contaminados pela fraquíssima arbitragem nacional, nossos "craques" estão aproveitando a habilidade, que outrora usavam para driblar adversários, apenas para tentar iludir o homem do apito.

Além de alguns cortes sem muita objetividade, o badalado Neymar merece destaque na partida pela quantidade de simulações. Teve uma em cima do Heinze que foi ridícula e o juizão ainda caiu.

Já o ex-menino-da-vila, André, mostrou que, mesmo perdido na Ucrânia, ainda é um grande artista. Um mergulho cinematográfico na entrada da área provocou "lance de perigo" para Daniel Alves.

O melhor é ouvir o Galvão colocando pra fora todo seu "pachequismo" depois de uma simulação de Neymar dentro da área: "ele forçou a jogada, mas em uma dessas o juiz dá o pênalti, não é Falcão?" É brincadeira!

Bem que podíamos nos espelhar um pouco em Messi, que, mesmo depois de levar um toque do Lucas, ficou de pé e marcou o gol da vitória argentina. Se fosse Neymar no lance, acho que teríamos uma excelente oportunidade em cobrança de falta.


Passa por cima...

Já ouviu a expressão: "se quiser, passa por cima".

Pois é... foi o que esse jogador estadunidense de um time alemão fez. Literalmente.




Essa cravada me lembrou uma outra marcante.

A do "menino" Vince Carter contra a França em Sydney em 2000. Muito bruto!



Repare que o KG#5 jogava com #10, mas já era o mesmo!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Finalmente saiu

Mais de 12 horas depois da fatídica cerimônia de sorteio dos grupos da Copa América, finalmente consegui a tabela, e não foi no site da Conmebol.

É impressionante a incompetência dos cartolas sulamericanos. Até a data da abertura eles mudaram em cima da hora. Puts!

O evento de ontem então, péssimo. Sem brilho, com apresentações sonolentas e um sorteio pra lá de suspeito.

Fiquei de cara quando percebi que as bolas com o no das seleções não se misturavam nos potes. Apenas giravam, mantendo as posições. Bizarro!

Não quero nem imaginar a luta que vai ser para conseguir comprar ingressos. Pelo site da Conmebol acho que vai ser impossível, a página é muito ruim.

Ainda assim, a paixão pelo futebol é maior e não vejo a hora de chegar julho de 2011.

Córdoba, aí vamos nós!!!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

"Craque" para alemão ver

Vinte e cinco por cento. Um quarto. É o percentual de brasileiros entre as 51 piores contratações da história do Campeonato Alemão de acordo com o Sport-Bild.

A dupla vascaína Carlos Alberto e Zé Roberto e o zagueiro do Mano, Réver, são alguns dos destaques da lista, que também conta com nomes que eu nem sabia que tinham passado pelo futebol alemão como o santista Marquinhos, o Píncipe da Serrinha, Alex Alves, e o campeão mundial com a Seleção Brasileira e o São Paulo, Luizão.


Outro que ainda tenta dar certo em terras germânicas, mas não foi esquecido pelo Bild, é o zagueiro Breno. Não entendo o que deu errado com ele, pois bola já provou que tem.

No entanto, parece que nos últimos anos os alemães estão percebendo que nem sempre é bom negócio vir ao Brasil comprar jogadores supervalorizados pelo campeonato nacional.

Se na temporada 07/08 foram 8 transferências de clubes brasileiros para a Bundesliga, no ano seguinte o número caiu pela metada e na última janela o único caso foi o de Wesley.

Parece que o "craque" brasileiro não chama mais tanta atenção da turma do Chucrute.

Brutos...

Me impressionei essa manhã quando, acompanhando os melhores momentos de ontem na NBA, vi o monstro Wilson Chandler cospindo o dente que perdeu em um lance de jogo.

O acidente aconteceu em uma disputa de Chandler com o ex-companheiro David Lee na partida entre Knicks e Golden State Warriors.



Mais impressionado fiquei quando, pesquisando sobre o assunto, descobri que a cena é bem mais comum do que imaginava.

No youtube, encontrei esse lance ainda mais bizarro envolvendo Nowitzki e Landry em uma partida entre Mavericks e Rockets no ano passado.

Na jogada, o pivô do Houston perdeu cinco dentes, dois deles ficaram cravados de lembrança no cotovelo do alemão.



O melhor é a "expressão de dor" dos caras...

Quanta brutalidade!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Maratona de NYC

Na falta de assunto para escrever, algumas imagens bacanas da Maratona de Nova Iorque no último fim de semana.



(via @lauterbr)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

E(:60)xcelência em Reportagem

O jornalismo feito pelo grupo ESPN é referência pra mim em diversas áreas, entre elas, a de reportagens especiais.

Desde que passei a conhecer melhor o "fazer jornalismo", sonho em poder trabalhar apenas com documentários e reportagens especiais sobre esporte para a televisão.

Uma arte fantástica, que transforma horas e horas do esforço de dezenas de pessoas em poucos eternos minutos que emocionam e documentam a história.

Arte que a equipe do programa E:60 conhece e executa como poucos. Desde 2007, o programa vem produzindo reportagens esteticamente brilhantes, tecnicamente impecáveis e sobre assuntos, quase sempre, muito enriquecedores.

A última que me chamou atenção, foi essa matéria com o Pau Gasol. Na reportagem, o astro exibe seu talento ao piano, fala sobre os estudos em medicina e revela a influência que Jordan e o Dream Team de Barcelona-92 tiveram na sua paixão pelo basquete. Simplesmente, espetacular.



Engraçadinho...

Quem acompanha as transmissões da NFL na ESPN conhece bem o bordão "engraçadinho" do divertido e competente Paulo Antunes.

Veja a jogada abaixo em uma partida de High School nos EUA e entenda de ondem vem a expressão.



(via ESPN.com.br)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Criança é atleta?

Me assustei essa manhã quando, lendo uma matéria da ótima Revista ESPN, resolvi acessar o vídeo com a rotina de treinamento de uma garotinha casaque de apenas 12 anos que já é tratada como grande promessa do tênis mundial.

A própria matéria rotula a pequena Mariya Shishkina como a nova Sharapova. O que, imagino, possa até ser uma jogada de marketing da Under Armour, que, segundo a revista, mantém um contrato de US$350 mil por 5 anos com a menina e aposta nela para conquistar espaço entre os fãs da bolinha verde.

Ao ver o vídeo, fiquei abismado com a habilidade de Shishkina e, principalmente, com o físico da garotinha, que parece uma tenista profissional. Mais impressionado ainda fiquei com o fato de ela estudar com uma tutora em casa para não atrapalhar a rotina de treinos. Fico pensando: onde essa menina faz amigos? Será que tem tempo pra brincar?

"Um dia, quero que as pessoas digam que mudei a forma de jogar tênis, ou que eu era uma lenda, ou a número 1 por muito tempo, ou quebrei recordes. Significa muito quando as pessoas dizem que posso virar uma estrela", disse Shishkina à revista.

Pra mim, é normal um criança sonhar alto aos 12 anos. O problema é quando esses objetivos são colocados como obrigação. Mesmo que seja uma ótima tenista profissional, Shishkina corre sério risco se tornar uma pessoa frustrada se não alcançar o topo.

Acho deplorável esses pais, técnicos e empresários que transformam crianças em atletas profissionais. Acredito que antes dos 15, 16 anos, o esporte deve ser praticado apenas por prazer. O profissionalismo tem que ser uma consequência do talento e desse gosto pelo esporte.

Claro que há casos excepcionais como o da própria Sharapova, que foi tratada como profissional desde os 6 anos e se tornou estrela. Não sem pagar o preço com lesões e uma carreira cheia de altos e baixos. Mas quantas projetos de Sharapovas não foram abandonadas pelos patrocinadores no caminho depois de alguns resultados ruins ou alguma lesão séria? Isso, pra não falar no caso do futebol, que é uma máquina que tritura o Estatuto da Criança e do Adolescente todos os dias.

Pra mim, tem muito técnico e empresário que confunde a lapidação de uma jóia com a fabricação de uma pedra sintética. E no fim, quando é descoberta a "farsa", quem sofre é apenas ex-futuro-atleta, que sem estrutura emocional precisa voltar a viver como uma pessoa normal. Tomara que não seja o caso da pequena Shishkina.



sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Que isso, rapá!

Jogador do The Strongest leva "entrada violenta" de torcedor boliviano.



(via IGEsportes)

Suspeito

Pode ser apenas implicância minha, mas, definitivamente, não acredito no caráter de Mano Menezes.

Acho até bom técnico, educado, sério, trabalhador, mas tenho a impressão de que é suscetível de acordos inescrupulosos com a máfia do Teixeira (o mesmo vale para o Ney Franco).

Convocações como a de Douglas sempre me deixam encabulado. Concordo que está jogando bem, mas não é "fora de série" e tem 28 anos. O Douglas joga mais que o Alex (Fenerbahçe) ou o Diego (Wolfsburg)?

E esse amor pelo André Santos? Apenas um lateral comum. Por que se esqueceu novamente do Marcelo, que é craque?

Sempre que vejo convocações como a de Douglas ou Jefferson, vou correndo checar o nome do empresário. Se bem que todos são "farinha do mesmo saco" mesmo.

Enfim... Mano pode ser competente, mas não confio.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O futebol faz milagres!

O vídeo abaixo foi feito no jogo Palermo 3 x 1 Milan, em abril desse ano.



Miracolo! Miracolo!... Heuhauhhaeueuah...


Parece meio óbvio que, apesar de cadeirante, o cara consegue se sustentar em pé (nada tão impossível), mas a reação do torcedor é muito engraçada!!!

(via @lbertozzi e Trivela)

Um título de verdade

"...isso, um Mundialito."

Bastaram essas três palavras e algumas manchetes "esquentadas" da imprensa esportiva para Roberto Carlos provar toda a fúria da torcida corintiana, que defende com a própria vida o tal título mundial de 2000.

Bom seria se a Fiel se manifestasse com o mesmo orgulho e fervor quando a questão fosse uma outra "conquista" que, para mim, é o principal legado histórico do centenário alvi-negro - a Democracia Corintiana.

Lembrei da Democracia essa manhã quando me deparei com excelente artigo (do ótimo Ezequiel Fernández Moores) na capa do site argentino Chanchallena.

Há muitos anos eu ouvia falar sobre a tal Democracia Corintiana. Um período em que os jogadores votavam para decidir tudo dentro do clube. Mas foi apenas em 2008, quando li o livro "Democracia Corintiana: a utopia em jogo", que pude entender melhor o signficado daquilo.

Mais do que um movimento de jogadores de futebol, a Democracia Corintiana foi uma das trincheira de luta contra a Ditadura Militar no início da década de 80. Guardadas as devidas proporções, algo próximo do que aconteceu com o Barcelona durante o franquismo.

Um grande feito para o Corinthians, que pode não ter a Libertadores, mas conquistou um outro "título" que nenhum time brasileiro tem - o de ser Mais Que Um Clube, pelo menos por alguns meses.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Heroes

Seguindo a linha do cartoon, usada para promover as 32 seleções na Copa do Mundo da África, a ESPN agora foi além.

Em parceria com a Marvel (também da Disney), a empresa lançou essa semana um item que vai ser obrigatório na coleção de qualquer fã de basquete ou de quadrinhos.

Os astros dos 30 times da NBA foram representados como super-heróis na revista com preview da temporada.

Simplesmente, espetacular!


*O melhor de todos é o do Charlotte Bobcats, certo?

**Atualização (25.10 / 19:10) - Procurei feito um louco pelas imagens oficiais no site da ESPN e só encontrei bloqueadas. Mas eis que o produtor da ESPN Brasil Gustavo Hofman postou há pouco o link no twitter. Com direto a download em alta resolução e tudo. Sensacional: ESPN Media Zone.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O apolíneo Pelé

Para evitar a polêmica sobre o dia do aniversário de Pelé (21 ou 23 de outubro), resolvi aproveitar esse dia 22 para entrar em outro assunto: a eterna comparação entre Pelé e Maradona (Hehe...).

Em 2008, me usei a discussão em um trabalho bem simples da faculdade (cheio de conceitos rasos, pra não dizer preguiçosos) para a disciplina Estética da Comunicação. Me lembrei desse texto recentemente por conta da enxurrada de homenagem aos 70 anos do Rei do Futebol. A quem interessar:


Pelé, o apolíneo; Diego, o dionisíaco


Quem quiser negar, que negue, mas as evidências são redundantemente óbvias de que o Esporte é um dos mais importantes fenômenos socioculturais dos dias de hoje, quiçá, da história da humanidade. Desenvolvido como tal desde os tempos helênicos, o Esporte é, entre outras coisas, um campo fértil para o desenvolvimento de conceitos bastante trabalhados pela filosofia, como a emoção, a dor, o duelo, e, porque não, a estética.


No século XX, uma modalidade em especial se destacou por sua capacidade de adaptação à sociedade de massa. Nascido em grupos de jovens universitários da burguesia inglesa na segunda metade do século XIX, o Futebol rapidamente se transformou no esporte mais conhecido, praticado e venerado do mundo. Um processo que envolve incontáveis variáveis que não cabe no momento discutir.

O fato é que o Futebol é um espaço que possibilita uma infinidade de experiências estéticas, assim como a arte, a música ou o teatro – formas mais comumente aceitas como passiveis de experiências nesse campo filosófico da transcendência, do belo, do sublime.

A Dualidade de Nietzsche
Um dos conceitos mais conhecidos e trabalhados por Nietzsche foi a dualidade entre o espírito Apolíneo e o espírito Dionisíaco. Em sua obra “O Nascimento da Tragédia”, publicada em 1872, o filósofo estabeleceu a dualidade entre esses dois princípios.

Baseado na mitologia grega, Nietzsche estabeleceu o espírito apolíneo como representante da ordem, da objetividade. Apolo é o deus da claridade do dia, que revelava-se no Sol. Zeus, seu pai, era o céu, de onde nos vem a luz. Sua mãe, Latona, personificava a noite, de onde nasce a aurora. Apolo, soberano da luz, era o deus cujo raio fazia aparecer e desaparecer as flores, queimava ou aquecia a Terra, era considerado como o pai do entusiasmo, da música e da poesia. A serenidade apolínea é o emblema da perfeição espiritual.

Já o espírito dionisíaco representa o elemento inebriante que proporciona o prazer. Dionísio era o filho de Zeus com Sêmele, personificação da Terra em toda sua magnificência. Dionísio simboliza as forças obscuras que emergem do inconsciente, pois que se trata de uma divindade que preside a liberação provocada pela embriaguez. O espírito dionisíaco retrata as forças de dissolução da personalidade.

Nietzsche estabelece então a união desses dois elementos. Apolo não é o contrário de Dionísio, mas sim uma unidade, onde um é uma parte distinta do outro. Desse modo, o que Nietzsche institui é a formação do apolíneo e do dionisíaco como princípios de natureza estética e inconscientes. A incessante luta entre eles cria sempre coisas novas. E por meio dessas coisas novas, por meio desse dualismo, se torna possível transcender e ultrapassar a realidade cotidiana.

A Dualidade no Futebol
O conceito de dualidade desenvolvido por Nietzsche pode ser aplicado à grande polêmica do futebol: quem foi melhor, Pelé ou Maradona?

É consensual nos quatro cantos da Terra que os dois mais geniais jogadores de futebol que já existiram foram Pelé e Maradona. No entanto, a unanimidade termina quando a questão é decidir qual dos dois foi melhor. Uma discussão alimentada principalmente pelos meios de comunicação – maiores responsáveis pela criação desses dois ícones.

Realmente, Pelé e Maradona foram dois jogadores brilhantes que proporcionaram à humanidade experiências estéticas inesquecíveis. O que dizer do desfile dos dois pelos campos do México nas copas de 1970 e 1986, que emocionam amantes do futebol até os dias de hoje. Imagens belas, históricas, imortais.

Nascido no ano de 1940, na cidade de Três Corações, no interior de Minas Gerais, Edison Arantes do Nascimento, o Pelé, sempre foi um legítimo representante do espírito apolíneo. Endeusado em todo o Planeta desde os 17 anos, quando conquistou sua primeira Copa do Mundo, Pelé é um exemplo de comportamento.

Educado, inteligente, simples. Apesar dos seus deslizes (como, por exemplo, os filhos extraconjugais que teve que reconhecer em cartório), Pelé sempre contou com o apoio dos meios de comunicação para a manutenção da sua imagem positiva. Depois de encerrar a carreira de jogador passou a atuar como um verdadeiro “embaixador” do futebol, recebendo homenagens por todo o mundo. Namorou celebridades, foi ministro de Estado. Passeou por áreas como a música, o cinema, as artes. Foi aclamado como o atleta do século pelo Comitê Olímpico Internacional e o maior jogador de futebol de todos os tempos pela Federação Internacional de Futebol.

Já Maradona, sempre foi um legítimo representante do espírito dionisíaco. Nascido em 1960, no subúrbio de Buenos Aires, Diego Armando Maradona sempre causou polêmica por suas opiniões, seu gênio forte e seu envolvimento em brigas e drogas. Aos 17 anos já era considerado uma grande promessa do futebol, mas conta que sofria perseguição por suas opiniões e acabou cortado da seleção campeã do mundo 1978, na Copa realizada na própria Argentina durante a Ditadura Militar.

Em 1986, encantou o mundo com suas jogadas geniais e, claro, ficou famoso pelo inesquecível golaço de mão que marcou em cima da Inglaterra na copa daquele ano, que acabou com a Argentina vencendo novamente. Em 1990 foi banido do futebol italiano pelo uso de drogas. Quatro anos mais tarde foi cortado da copa de 1994, também pelo uso de drogas. Depois de abandonar os campos em 1997 continuou sendo notícias por envolvimentos em brigas e pelo vício em cocaína.

Pelé e Maradona. Elementos tão distintos e que ao mesmo tempo se completam. Símbolos claros do eterno conflito criador entre o espírito apolíneo e o espírito dionisíaco de Nietzsche.

28 dias...

Vinte e oito dias. Quatro semanas. Um mês de fevereiro. É bastante tempo, mas que passa como algumas horas.

Há 28 dias, Roriz era candidato ao GDF, Dilma era a virtual presidente do país (até que não mudou muito) e os mineiros do Chile sonhavam com o dia em que seriam resgatados.

Há 28 dias, Andrade era apresentado no Brasiliense como salvação, o Corinthians era o virtual campeão brasileiro (hehe...) e o vôlei do Brasil ainda sonhava com o tri-mundial.

Há 28 dias, nomes como Banana, Péricles ou Santinho não significavam nada pra mim. Hoje, aprendi que são alguns dos ídolos inesquecíveis do futebol candango (para os maiores de 50 anos, é claro).

Descoberta feita graças ao mergulho que fiz no último mês na história do futebol do DF. Produzimos aqui no trabalho uma série de reportagens sobre o problema crônico que aflinge os nossos times e impede que se firmem na elite do futebol nacional. Uma experiência muito bacana e que ocupou grande parte do meu tempo.


Com o trabalho diário, plantões, a série e um freela que faço, não sobraram forças para atualizar o blog. Mas estou de volta e em breve vou postar um pouco do que descobri nesse últimos dias. Se tudo corre bem, ainda vou publicar as matérias da série, que vai "ao ar" na semana que vem.

E pra marcar o retorno do blog, apenas uma constatação:

Há 28 dias, Ronney era ídolo incontestável da torcida do Manchester. Mas andou falando em deixar o clube e aí...

Aficionados del United amenazan de muerte a Rooney

Torcedor é torcedor em qualquer lugar do mundo.


*Poucas horas depois dos inflamados protestos, Ronney renovou por 5 anos com o MU...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Charges Esporte Clube

Desde o início do século XIX, a charge vem sendo uma importante ferramenta de crítica política em todo o mundo. Muitas vezes, de forma genial, como nos históricos cartuns dos gêmeos Paulo e Chico Caruso. No entanto, é quando se alia a outra instituição que a charge me encanta mais.

Esporte e charge parecem feitos um para o outro. Pra mim, apreciar uma bela charge chega a ser tão bacana quanto apreciar um belo gol. E nos últimos tempos, tenho me deleitado bastante com a arte de dois jornais espanhois.

O madrileño Marca apresenta semanalmente o já famoso MarcaToons, que chama atenção pela qualidade das animações.




Já na Cataluña, o destaque diário são os Pelotazos do El Mundo Deportivo:













Na grande mídia brasileira temos algumas coisas como o AnimaTunes (fraquinho) e o Charges.com (que já não está mais no auge e trata de esporte apenas esporadicamente).






Em jornais, sites e revistas, o cartum anda restrito basicamente a pautas e momentos específicos, como a Copa do Mundo.















Mas nem sempre foi assim. Em décadas passadas, a sátira cômica era praticamente obrigatória em qualquer caderno de esportes no país. Craques da ilustração como os irmãos Caruso, Henfil e Maurício de Sousa usavam com frequência o esporte como inspiração.

O Jornal dos Sports, principal jornal esportivo do país em grande parte do século XX, chegou a criar em 67 um caderno semanal só de charges, o Cartum JS, idealizado por ninguém mais ninguém menos que Ziraldo.
















A Gazeta Esportiva, que fazia frente ao JS em São Paulo, também já fazia sucesso desde as décadas de 30 e 40 com as ilustrações de Messias de Mello.










Infelizmente, depois do surgimento de ferramentas como o Photoshop, a tendencia tem sido de valorização das fotomontagens em detrimento do cartum.















Fica a esperança de que em breve a charge volte a ocupar mais espaço na imprensa esportiva brasileira. Poderiamos começar nos inspirando na arte espanhola, que é muito boa.


O Profeta

Cinco jogos (1 amistoso e 4 oficiais), dois gols de pênalti e três assistências. Foi o que o menino Hernanes precisou para conquistou os fascistas da Lazio e a imprensa italiana.


O futebol técnico e ao mesmo tempo forte do jogador é ideal para o Calcio. Tem tudo para fazer uma grande temporada e no ano que vem estar em um time maior (seria bom vê-lo longe da antipática Lazio o quanto antes).

O sucesso na bota é fundamental para que o craque tricolor (saudades!) volte a aparecer nas listas do Mano. A concorrência para a posição está grande, mas acredito muito no futebol do Hernanes.

Força, garoto! E se por acaso surgir alguma lesão no caminho, o Reffis vai estar de portas abertas te esperando (sem querer zicar, é claro).

*o engraçado é que a história de Profeta está pegando por lá também. O jornalista não deve nem saber o porque, mas o chama assim duas vezes na matéria do Corriere.

Um craque diferenciado

Nesses tempos em que jogadores de futebol costumam frequentar capas de jornais por envolvimento em crimes, confusões e polêmicas, é sempre bom encontrar histórias como essa:


O craque holandês, que, de acordo com apurações feitas pelo PVC durante a Copa, já foi visto como arrogante e egoísta, aparenta mesmo ter mudado bastante depois de conhecer Yolanthe Cabau, sua atual esposa.

E ainda há quem duvide que uma mulher pode mudar um homem...

*muito bacana a vítima do acidente contando que percebeu um rapaz com uniforme de treino da Inter ajudando, mas só depois viu quem era.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Abre o olho, Neymar

É, Neymar... melhor colocar as barbas (que ainda nem tem) de molho.

A Península Ibérica já sabe.


Cuidado para essa fama de encrenqueiro não chegar aos ouvidos do torcedor do Chelsea. Pergunta para o Felipão se tem bonzinhos por lá.

Enquanto isso, ao visitar sites de esportes da Argentina (país que liberou o casamento Gay e onde se fala em Maradona na política), a sensação é de que estamos passeando pela década passada: Ronaldo e Romário em destaque.


*a matéria com o baixinho está ótima. Se liga no último parágrafo, onde falam dos bens declarados por Romário à Justiça Eleitoral.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Democracia do físico

"Esse esporte [futebol americano] é muito democrático. Tanto gordos, magros, altos e baixos, jovens e velhos, podem participar"

Talvez... e eu disse, talvez... essas tenham sido as palavras mais sábias proferidas em 46 anos de vida pelo ator, diretor, modelo e apresentador (definição da Wiki), Alexandre Frota, mais novo jogador do Corinthians Steamrollers, time da Liga Brasileira de Futebol Americano.

A despeito dos motivos que levaram Frota ao futebol americano (certamente, uma jogada de marketing do Corinthians), gostaria de discutir uma peculiaridade desse esporte que me chamou bastante atenção no último fim de semana - a democracia do físico.

Domingo, dois times half-pad (sem os equipamentos completos de segurança) de Brasília se enfrentaram num amistoso pra lá de animado. É impressionante as pancadas que esses caras dão sem proteção.

Da arquibancada, entre um tackle e outro, surgiu o assunto sobre o perfil dos jogadores. É engraçadíssimo. Em meio aos mais de quarenta atletas de cada equipe, tem altos, baixos (e muito baixos), leves, pesados (e muito pesados), lentos, ágeis... todo tipo.

É uma situação que, pelo menos nos esportes coletivos que conheço, só é possível no futebol americano. A variedade de funções no time permite que praticamente qualquer pessoa disposta a levar uns trancos possa participar em alto nível.

A situação fica clara quando olhamos para a linha de uma equipe. Seja ofensiva ou defensiva, normalmente é formada por caras grandes, pesados, com agilidade questionável. Fico imaginando o que era a vida esportiva desses caras antes de conhecerem o futebol americano.

Sem querer ser sacana ou preconceituoso, acredito que muitos deles tenham tido problemas para competir na escola em modalidades tradicionais no Brasil como futebol, basquete e vôlei. Já em um time de futebol americano, são fundamentais. Jogam em alto nível. Até mesmo o Alexandre Frota, aos 46 anos, pode ser útil para um time.

É isso. Apesar de ainda ser um esporte de elites por aqui (o equipamento é muito caro), o futebol americano é, sem dúvida, um campo onde reina a democracia do físico. Mais um aspecto desse esporte que está me conquistando a cada dia.

Por falar nisso, curta um pouco do trabalho dos grandões, baixinhos, levinhos e pesados do incrível Saints na vitória emocionante de ontem contra o 49ers: Saints vs 49ers - highlights.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Xeneizes!!!

Não fosse pela bandeirinha azul e amarela na grade, eu teria pensado que a foto abaixo é de alguma rebelião na antiga Febem, ou de um bombardeio em Gaza.

Mas não se trata de nenhuma guerra (não literalmente). São apenas Xeneizes celebrando a vitória por 3 x 1 do Boca em cima do Colón ontem, a segunda consecutiva da reação do time no Apertura.

"Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe Bocaaaa!!!"


*só uma curiosidade: reza a lenda que fundadores do Boca discutiam no porto de Buenos Aires qual seria a cor definitiva do clube, quando um deles sugeriu: "vamos nos inspirar no primeiro barco que passar". Veio então um navio com a bandeira sueca e, desde então, o amarelo e o azul passaram a ser as cores oficiais do time.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Porque não torço pro Brasiliense

Mesmo com a falta de apoio da CBF, a Série "B" do Brasileirão cresceu bastante desde o advento dos pontos corridos. Muito por conta da televisão (leia-se PFC) e da passagem de alguns grandes clubes por lá.

E para nós, espécime que sobrevive no deserto do Planalto Central em busca de qualquer coisa parecida com futebol, infelizmente a segundona continuará a ser o topo, pois, não acredito que voltaremos a ter representante na elite nacional na próxima década.

Mais do que não acreditar, eu não torço para que isso aconteça. Pelo menos enquanto nossa única opção for esse tal Brasiliense, que entra em campo hoje à noite contra o Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

Timinho antipático esse Brasiliense, viu. Nunca torci e nunca vou torcer pelo "Jacaré". Digo e explico...

Luís Estevão
O primeiro motivo para eu não gostar do Brasiliense é óbvio: Luís Estêvão. Envolvido no famoso esquema de corrupção do juiz "Lalau", Estevão ostenta no pesado currículo (ou ficha corrida) a honra de ser o primeiro Senador cassado da história do Brasil. Não por acaso, um mês depois de ser chutado do lamaçal político, se afundou no lamaçal da cartolagem.

Mesmo tentando ignorar os antecedentes de Estevão continua difícil de engolir o fundador/presidente do Jacaré. Autoritário e centralizador, o, agora cartola, têm como principais características a contratação de jogadores em fim de carreira, a montagem de elencos inchados e a troca de técnico a cada resultado negativo.

Time sem história
Outra razão forte para eu não gostar do Brasiliense, é a falta de respeito com o Taguatinga Esporte Clube. Fundado em 1975, o Taguatinga é um dos times mais tradicionais de Brasília. Pentacampeão candango, acabou fechando o departamento de futebol em 1996 depois de grave crise financeira (culpa de uma péssima gestão).

Quatro anos depois do fim do Taguatinga, o Brasiliense usurpou o Serejão e o posto de time da cidade. Há quem diga que a iniciativa de Luís Estevão conduziu o futebol do DF a patamares nunca antes alcançados. No entanto, se a intenção dele fosse mesmo em desenvolver o futebol da cidade, porque não investiu em no clube de tradição que já existia?

Tenho total despreso por essa história de empresário fundar time novo. Botafogo-DF, Legião... exemplos de Grêmio (itinerante) Prudente que não deram certo aqui em Brasília. Jogadinhas fracas de marketing que não empolgam ninguém. Enquanto esses "visionários" cheios da grana gastam fortunas com projetos pessoais, times de tradição e torcida como o Gama ou o meu Sobradinho vão sucumbindo.

Por que investir em farsas como Legião quando se pode apoiar um time com história, estádio e torcida? Não consigo entender.

Categoria de Base
Como se não bastasse sepultar um time tradicional como o Taguatinga, o Brasiliense agora também está ajudando a enterrar a formação de jogadores na Capital Federal. Depois de vencer 7 vezes seguidas o Candangão de Juniores, Luís Estevão fechou esse ano a base do Clube.

O time abrigava os principais jogadores em formação da cidade. O dinheiro (sempre duvidoso) de Estevão pelo menos ajudava a sustentar algumas jovens promessas. Agora, nem isso mais. Talvez seja até melhor assim. Depois do caso Jóbson, que passou pela base do Jacaré, fica até a dúvida sobre o real investimento do Brasiliense na formação desses rapazes.

O fim da base escancara a posição de Luís Estevão, que nunca deu a mínima para o futebol da cidade. Dos 32 jogadores do elenco do Jacaré, apenas oito são de Brasília. Desses, somente dois formados no Serejão. É... contra números não se pode brigar.

Fim de discussão
Para encerrar, um argumento definitivo para eu não gostar do Brasiliense: vai ter um uniforme feio assim lá na casa do Luís Estevão...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Neymar, Neymar...

No Brasil, virou rotina, mas, na Europa, foi a primeira vez que vi. As lamentáveis atitudes infantis do "craque" Neymar estamparam a capa do principal site de notícias esportivas de Portugal.

Neymar volta a armar confusão

Concordo que isso não significa muita coisa (a imprensa esportiva portuguesa não está entre as mais influentes do mundo), só que do jeito que as notícias voam pela internet, nesse ritmo, não vai demorar para a fama de encrenqueiro do rapaz se espalhar pelo velho continente.

Abre o olho, Neymar. Se parece não ligar muito para o que estão dizendo de você, pense então nos milhões que pode colocar em risco com essas atitudes. Parafraseando o Mauro Cezar, será que dá pra parar de usar a cabeça apenas para fazer penteados ridículos? Pelo menos dessa vez parece que o mocinho vai levar umas palmadas.

Cai a blindagem e Neymar agora é criticado por seus companheiros

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Vai começar o espetáculo!

Faz pouco mais de 5 anos que me rendi de vez aos encantos da Uefa Champions League.

Já ouvia falar da competição desde o início dos anos 90, mas dava pouca atenção. Sabia apenas que o vencedor disputaria o Mundial de Clubes contra o São Paulo ou algum outro time que, por acidente, conseguisse vencer o Tricolor na Libertadores.

Na segunda metade da década passei a me interessar mais pela UCL depois de ver Grêmio, Cruzeiro, Vasco e Palmeiras perderem para o campeão europeu. Na minha inocência infantil, era dificil entender como aqueles times venciam os poderosos campeões da Libertadores.

A debandada em massa das nossas estrelas (não estrelas também) para o futebol europeu no início do século XXI fez o meu interesse pela UCL se tornar uma necessidade. Se quisesse informação sobre Ronaldo, Rivaldo, Roberto Carlos ou Cafú, tinha que saber o que estava acontecendo no velho continente, em especial, na Champions League.

Foi então que, em 2005, a necessidade virou prazer. TV a cabo ainda não era uma realidade na minha vida e me contentava com os poucos jogos transmitidos pela Rede TV. Era um ótimo entretenimento para as tardes ociosas.

Tardes ociosas como aquela de 25 de maio de 2005. Estava com uns amigos matando tempo depois da aula de inglês. O assunto do dia era um só: o jogo de volta entre São Paulo e Palmeiras pelas oitavas da Libertadores.

Para aquecer os motores, nada melhor que Milan x Liverpool pela final daquele campeonato europeu bacana. O jogo começou mole pra gente (claro que estava torcendo para o time de Kaká, Cafú e Serginho). Maldini e Crespo fizeram 3 x 0 pro Milan ainda no primeiro tempo. Tudo ótimo. "Os fregueses italianos vão sofrer mais uma vez na mão do Tricolor no Mundial".

Não me incomodei quando o tal Gerrard diminuiu para o Liverpool. "Esse Dida, sempre atrasado. Só podia ser galinha". Só que do gol em diante, aquela partida animada se transformou num jogo épico e o resto da história vocês já conhecem (o São Paulo venceu foi o Liverpool na final do Mundial).

Depois daquele jogo, a Champions passou a ser uma das coisas mais bacanas de acompanhar no futebol. Organização, espetáculo de transmissão e, principalmente, muitos jogaços. Em 2006, já com as benesses da ESPN, pude ver o incrível Barça de Ronaldinho Gaúcho (aqueles jogos contra Chelsea e Milan são inesquecíveis). A vingança do Milan em 06/07 (lembra da semi-final, Gabriel Heinze?).

A temporada seguinte foi meio fraca, mas em 08/09, Messi e Cia voltaram a me fazer sonhar com a Champions League. Esse ano já tive mais uma prova com a UCL de que o futebol não é mesmo um esporte justo (que pecado a eliminação do Barça) e, a partir de hoje, estarei vidrado em mais uma edição dessa competição fantástica.

Vai começar o espetáculo!