"...isso, um Mundialito."Bastaram essas três palavras e algumas manchetes "esquentadas" da imprensa esportiva para Roberto Carlos provar toda a fúria da torcida corintiana, que defende com a própria vida o tal título mundial de 2000.
Bom seria se a Fiel se manifestasse com o mesmo orgulho e fervor quando a questão fosse uma outra "conquista" que, para mim, é o principal legado histórico do centenário alvi-negro - a Democracia Corintiana.
Lembrei da Democracia essa manhã quando me deparei com excelente artigo (do ótimo Ezequiel Fernández Moores) na capa do site argentino Chanchallena.
Há muitos anos eu ouvia falar sobre a tal Democracia Corintiana. Um período em que os jogadores votavam para decidir tudo dentro do clube. Mas foi apenas em 2008, quando li o livro "Democracia Corintiana: a utopia em jogo", que pude entender melhor o signficado daquilo.
Mais do que um movimento de jogadores de futebol, a Democracia Corintiana foi uma das trincheira de luta contra a Ditadura Militar no início da década de 80. Guardadas as devidas proporções, algo próximo do que aconteceu com o Barcelona durante o franquismo.
Um grande feito para o Corinthians, que pode não ter a Libertadores, mas conquistou um outro "título" que nenhum time brasileiro tem - o de ser Mais Que Um Clube, pelo menos por alguns meses.

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