Mesmo com a falta de apoio da CBF, a Série "B" do Brasileirão cresceu bastante desde o advento dos pontos corridos. Muito por conta da televisão (leia-se PFC) e da passagem de alguns grandes clubes por lá.

E para nós, espécime que sobrevive no deserto do Planalto Central em busca de qualquer coisa parecida com futebol, infelizmente a segundona continuará a ser o topo, pois, não acredito que voltaremos a ter representante na elite nacional na próxima década.
Mais do que não acreditar, eu não torço para que isso aconteça. Pelo menos enquanto nossa única opção for esse tal Brasiliense, que entra em campo hoje à noite contra o Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.
Timinho antipático esse Brasiliense, viu. Nunca torci e nunca vou torcer pelo "Jacaré". Digo e explico...
O primeiro motivo para eu não gostar do Brasiliense é óbvio: Luís Estêvão. Envolvido no famoso esquema de corrupção do juiz "Lalau", Estevão ostenta no pesado currículo (ou ficha corrida) a honra de ser o primeiro Senador cassado da história do Brasil. Não por acaso, um mês depois de ser chutado do lamaçal político, se afundou no lamaçal da cartolagem.
Mesmo tentando ignorar os antecedentes de Estevão continua difícil de engolir o fundador/presidente do Jacaré. Autoritário e centralizador, o, agora cartola, têm como principais características a contratação de jogadores em fim de carreira, a montagem de elencos inchados e a troca de técnico a cada resultado negativo.
Time sem história
Outra razão forte para eu não gostar do Brasiliense, é a falta de respeito com o Taguatinga Esporte Clube. Fundado em 1975, o Taguatinga é um dos times mais tradicionais de Brasília. Pentacampeão candango, acabou fechando o departamento de futebol em 1996 depois de grave crise financeira (culpa de uma péssima gestão).
Quatro anos depois do fim do Taguatinga, o Brasiliense usurpou o Serejão e o posto de time da cidade. Há quem diga que a iniciativa de Luís Estevão conduziu o futebol do DF a patamares nunca antes alcançados. No entanto, se a intenção dele fosse mesmo em desenvolver o futebol da cidade, porque não investiu em no clube de tradição que já existia?
Tenho total despreso por essa história de empresário fundar time novo. Botafogo-DF, Legião... exemplos de Grêmio (itinerante) Prudente que não deram certo aqui em Brasília. Jogadinhas fracas de marketing que não empolgam
ninguém. Enquanto esses "visionários" cheios da grana gastam fortunas com projetos pessoais, times de tradição e torcida como o Gama ou o meu Sobradinho vão sucumbindo.
ninguém. Enquanto esses "visionários" cheios da grana gastam fortunas com projetos pessoais, times de tradição e torcida como o Gama ou o meu Sobradinho vão sucumbindo. Por que investir em farsas como Legião quando se pode apoiar um time com história, estádio e torcida? Não consigo entender.
Categoria de Base
Como se não bastasse sepultar um time tradicional como o Taguatinga, o Brasiliense agora também está ajudando a enterrar a formação de jogadores na Capital Federal. Depois de vencer 7 vezes seguidas o Candangão de Juniores, Luís Estevão fechou esse ano a base do Clube.
O time abrigava os principais jogadores em formação da cidade. O dinheiro (sempre duvidoso) de Estevão pelo menos ajudava a sustentar algumas jovens promessas. Agora, nem isso mais. Talvez seja até melhor assim. Depois do caso Jóbson, que passou pela base do Jacaré, fica até a dúvida sobre o real investimento do Brasiliense na formação desses rapazes.
O fim da base escancara a posição de Luís Estevão, que nunca deu a mínima para o futebol da cidade. Dos 32 jogadores do elenco do Jacaré, apenas oito são de Brasília. Desses, somente dois formados no Serejão. É... contra números não se pode brigar.
Fim de discussão
Para encerrar, um argumento definitivo para eu não gostar do Brasiliense: vai ter um uniforme feio assim lá na casa do Luís Estevão...
Como amante do futebol, meu sonho era morar em uma cidade que tenha um futebol expressivo.
ResponderExcluirA capital se aventurou algumas vezes na primeira divisão, mas graças à má administração estamos numa seca brava.
E também não vejo o Brasiliense como o redentor do futebol candango.
Pelo contrário, eu acho esse time uma vergonha. Com todo respeito, mas seu estádio, sua camisa, sua história, não tem como ter identidade com essa agremiação. E ainda tem uma dúzia de gente que se diz Facção do Brasiliense ou Febre Amarela (melhor nome, entre tantos outros bizarros, de torcida organizada).
E acho que essa falta de futebol em Brasília é algo cultural, irreversível, assim como nos estados do norte, mato grossos.
Concordo com você em tudo, brow!!!
ResponderExcluirValeu!