sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Charges Esporte Clube

Desde o início do século XIX, a charge vem sendo uma importante ferramenta de crítica política em todo o mundo. Muitas vezes, de forma genial, como nos históricos cartuns dos gêmeos Paulo e Chico Caruso. No entanto, é quando se alia a outra instituição que a charge me encanta mais.

Esporte e charge parecem feitos um para o outro. Pra mim, apreciar uma bela charge chega a ser tão bacana quanto apreciar um belo gol. E nos últimos tempos, tenho me deleitado bastante com a arte de dois jornais espanhois.

O madrileño Marca apresenta semanalmente o já famoso MarcaToons, que chama atenção pela qualidade das animações.




Já na Cataluña, o destaque diário são os Pelotazos do El Mundo Deportivo:













Na grande mídia brasileira temos algumas coisas como o AnimaTunes (fraquinho) e o Charges.com (que já não está mais no auge e trata de esporte apenas esporadicamente).






Em jornais, sites e revistas, o cartum anda restrito basicamente a pautas e momentos específicos, como a Copa do Mundo.















Mas nem sempre foi assim. Em décadas passadas, a sátira cômica era praticamente obrigatória em qualquer caderno de esportes no país. Craques da ilustração como os irmãos Caruso, Henfil e Maurício de Sousa usavam com frequência o esporte como inspiração.

O Jornal dos Sports, principal jornal esportivo do país em grande parte do século XX, chegou a criar em 67 um caderno semanal só de charges, o Cartum JS, idealizado por ninguém mais ninguém menos que Ziraldo.
















A Gazeta Esportiva, que fazia frente ao JS em São Paulo, também já fazia sucesso desde as décadas de 30 e 40 com as ilustrações de Messias de Mello.










Infelizmente, depois do surgimento de ferramentas como o Photoshop, a tendencia tem sido de valorização das fotomontagens em detrimento do cartum.















Fica a esperança de que em breve a charge volte a ocupar mais espaço na imprensa esportiva brasileira. Poderiamos começar nos inspirando na arte espanhola, que é muito boa.


O Profeta

Cinco jogos (1 amistoso e 4 oficiais), dois gols de pênalti e três assistências. Foi o que o menino Hernanes precisou para conquistou os fascistas da Lazio e a imprensa italiana.


O futebol técnico e ao mesmo tempo forte do jogador é ideal para o Calcio. Tem tudo para fazer uma grande temporada e no ano que vem estar em um time maior (seria bom vê-lo longe da antipática Lazio o quanto antes).

O sucesso na bota é fundamental para que o craque tricolor (saudades!) volte a aparecer nas listas do Mano. A concorrência para a posição está grande, mas acredito muito no futebol do Hernanes.

Força, garoto! E se por acaso surgir alguma lesão no caminho, o Reffis vai estar de portas abertas te esperando (sem querer zicar, é claro).

*o engraçado é que a história de Profeta está pegando por lá também. O jornalista não deve nem saber o porque, mas o chama assim duas vezes na matéria do Corriere.

Um craque diferenciado

Nesses tempos em que jogadores de futebol costumam frequentar capas de jornais por envolvimento em crimes, confusões e polêmicas, é sempre bom encontrar histórias como essa:


O craque holandês, que, de acordo com apurações feitas pelo PVC durante a Copa, já foi visto como arrogante e egoísta, aparenta mesmo ter mudado bastante depois de conhecer Yolanthe Cabau, sua atual esposa.

E ainda há quem duvide que uma mulher pode mudar um homem...

*muito bacana a vítima do acidente contando que percebeu um rapaz com uniforme de treino da Inter ajudando, mas só depois viu quem era.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Abre o olho, Neymar

É, Neymar... melhor colocar as barbas (que ainda nem tem) de molho.

A Península Ibérica já sabe.


Cuidado para essa fama de encrenqueiro não chegar aos ouvidos do torcedor do Chelsea. Pergunta para o Felipão se tem bonzinhos por lá.

Enquanto isso, ao visitar sites de esportes da Argentina (país que liberou o casamento Gay e onde se fala em Maradona na política), a sensação é de que estamos passeando pela década passada: Ronaldo e Romário em destaque.


*a matéria com o baixinho está ótima. Se liga no último parágrafo, onde falam dos bens declarados por Romário à Justiça Eleitoral.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Democracia do físico

"Esse esporte [futebol americano] é muito democrático. Tanto gordos, magros, altos e baixos, jovens e velhos, podem participar"

Talvez... e eu disse, talvez... essas tenham sido as palavras mais sábias proferidas em 46 anos de vida pelo ator, diretor, modelo e apresentador (definição da Wiki), Alexandre Frota, mais novo jogador do Corinthians Steamrollers, time da Liga Brasileira de Futebol Americano.

A despeito dos motivos que levaram Frota ao futebol americano (certamente, uma jogada de marketing do Corinthians), gostaria de discutir uma peculiaridade desse esporte que me chamou bastante atenção no último fim de semana - a democracia do físico.

Domingo, dois times half-pad (sem os equipamentos completos de segurança) de Brasília se enfrentaram num amistoso pra lá de animado. É impressionante as pancadas que esses caras dão sem proteção.

Da arquibancada, entre um tackle e outro, surgiu o assunto sobre o perfil dos jogadores. É engraçadíssimo. Em meio aos mais de quarenta atletas de cada equipe, tem altos, baixos (e muito baixos), leves, pesados (e muito pesados), lentos, ágeis... todo tipo.

É uma situação que, pelo menos nos esportes coletivos que conheço, só é possível no futebol americano. A variedade de funções no time permite que praticamente qualquer pessoa disposta a levar uns trancos possa participar em alto nível.

A situação fica clara quando olhamos para a linha de uma equipe. Seja ofensiva ou defensiva, normalmente é formada por caras grandes, pesados, com agilidade questionável. Fico imaginando o que era a vida esportiva desses caras antes de conhecerem o futebol americano.

Sem querer ser sacana ou preconceituoso, acredito que muitos deles tenham tido problemas para competir na escola em modalidades tradicionais no Brasil como futebol, basquete e vôlei. Já em um time de futebol americano, são fundamentais. Jogam em alto nível. Até mesmo o Alexandre Frota, aos 46 anos, pode ser útil para um time.

É isso. Apesar de ainda ser um esporte de elites por aqui (o equipamento é muito caro), o futebol americano é, sem dúvida, um campo onde reina a democracia do físico. Mais um aspecto desse esporte que está me conquistando a cada dia.

Por falar nisso, curta um pouco do trabalho dos grandões, baixinhos, levinhos e pesados do incrível Saints na vitória emocionante de ontem contra o 49ers: Saints vs 49ers - highlights.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Xeneizes!!!

Não fosse pela bandeirinha azul e amarela na grade, eu teria pensado que a foto abaixo é de alguma rebelião na antiga Febem, ou de um bombardeio em Gaza.

Mas não se trata de nenhuma guerra (não literalmente). São apenas Xeneizes celebrando a vitória por 3 x 1 do Boca em cima do Colón ontem, a segunda consecutiva da reação do time no Apertura.

"Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe Bocaaaa!!!"


*só uma curiosidade: reza a lenda que fundadores do Boca discutiam no porto de Buenos Aires qual seria a cor definitiva do clube, quando um deles sugeriu: "vamos nos inspirar no primeiro barco que passar". Veio então um navio com a bandeira sueca e, desde então, o amarelo e o azul passaram a ser as cores oficiais do time.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Porque não torço pro Brasiliense

Mesmo com a falta de apoio da CBF, a Série "B" do Brasileirão cresceu bastante desde o advento dos pontos corridos. Muito por conta da televisão (leia-se PFC) e da passagem de alguns grandes clubes por lá.

E para nós, espécime que sobrevive no deserto do Planalto Central em busca de qualquer coisa parecida com futebol, infelizmente a segundona continuará a ser o topo, pois, não acredito que voltaremos a ter representante na elite nacional na próxima década.

Mais do que não acreditar, eu não torço para que isso aconteça. Pelo menos enquanto nossa única opção for esse tal Brasiliense, que entra em campo hoje à noite contra o Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

Timinho antipático esse Brasiliense, viu. Nunca torci e nunca vou torcer pelo "Jacaré". Digo e explico...

Luís Estevão
O primeiro motivo para eu não gostar do Brasiliense é óbvio: Luís Estêvão. Envolvido no famoso esquema de corrupção do juiz "Lalau", Estevão ostenta no pesado currículo (ou ficha corrida) a honra de ser o primeiro Senador cassado da história do Brasil. Não por acaso, um mês depois de ser chutado do lamaçal político, se afundou no lamaçal da cartolagem.

Mesmo tentando ignorar os antecedentes de Estevão continua difícil de engolir o fundador/presidente do Jacaré. Autoritário e centralizador, o, agora cartola, têm como principais características a contratação de jogadores em fim de carreira, a montagem de elencos inchados e a troca de técnico a cada resultado negativo.

Time sem história
Outra razão forte para eu não gostar do Brasiliense, é a falta de respeito com o Taguatinga Esporte Clube. Fundado em 1975, o Taguatinga é um dos times mais tradicionais de Brasília. Pentacampeão candango, acabou fechando o departamento de futebol em 1996 depois de grave crise financeira (culpa de uma péssima gestão).

Quatro anos depois do fim do Taguatinga, o Brasiliense usurpou o Serejão e o posto de time da cidade. Há quem diga que a iniciativa de Luís Estevão conduziu o futebol do DF a patamares nunca antes alcançados. No entanto, se a intenção dele fosse mesmo em desenvolver o futebol da cidade, porque não investiu em no clube de tradição que já existia?

Tenho total despreso por essa história de empresário fundar time novo. Botafogo-DF, Legião... exemplos de Grêmio (itinerante) Prudente que não deram certo aqui em Brasília. Jogadinhas fracas de marketing que não empolgam ninguém. Enquanto esses "visionários" cheios da grana gastam fortunas com projetos pessoais, times de tradição e torcida como o Gama ou o meu Sobradinho vão sucumbindo.

Por que investir em farsas como Legião quando se pode apoiar um time com história, estádio e torcida? Não consigo entender.

Categoria de Base
Como se não bastasse sepultar um time tradicional como o Taguatinga, o Brasiliense agora também está ajudando a enterrar a formação de jogadores na Capital Federal. Depois de vencer 7 vezes seguidas o Candangão de Juniores, Luís Estevão fechou esse ano a base do Clube.

O time abrigava os principais jogadores em formação da cidade. O dinheiro (sempre duvidoso) de Estevão pelo menos ajudava a sustentar algumas jovens promessas. Agora, nem isso mais. Talvez seja até melhor assim. Depois do caso Jóbson, que passou pela base do Jacaré, fica até a dúvida sobre o real investimento do Brasiliense na formação desses rapazes.

O fim da base escancara a posição de Luís Estevão, que nunca deu a mínima para o futebol da cidade. Dos 32 jogadores do elenco do Jacaré, apenas oito são de Brasília. Desses, somente dois formados no Serejão. É... contra números não se pode brigar.

Fim de discussão
Para encerrar, um argumento definitivo para eu não gostar do Brasiliense: vai ter um uniforme feio assim lá na casa do Luís Estevão...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Neymar, Neymar...

No Brasil, virou rotina, mas, na Europa, foi a primeira vez que vi. As lamentáveis atitudes infantis do "craque" Neymar estamparam a capa do principal site de notícias esportivas de Portugal.

Neymar volta a armar confusão

Concordo que isso não significa muita coisa (a imprensa esportiva portuguesa não está entre as mais influentes do mundo), só que do jeito que as notícias voam pela internet, nesse ritmo, não vai demorar para a fama de encrenqueiro do rapaz se espalhar pelo velho continente.

Abre o olho, Neymar. Se parece não ligar muito para o que estão dizendo de você, pense então nos milhões que pode colocar em risco com essas atitudes. Parafraseando o Mauro Cezar, será que dá pra parar de usar a cabeça apenas para fazer penteados ridículos? Pelo menos dessa vez parece que o mocinho vai levar umas palmadas.

Cai a blindagem e Neymar agora é criticado por seus companheiros

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Vai começar o espetáculo!

Faz pouco mais de 5 anos que me rendi de vez aos encantos da Uefa Champions League.

Já ouvia falar da competição desde o início dos anos 90, mas dava pouca atenção. Sabia apenas que o vencedor disputaria o Mundial de Clubes contra o São Paulo ou algum outro time que, por acidente, conseguisse vencer o Tricolor na Libertadores.

Na segunda metade da década passei a me interessar mais pela UCL depois de ver Grêmio, Cruzeiro, Vasco e Palmeiras perderem para o campeão europeu. Na minha inocência infantil, era dificil entender como aqueles times venciam os poderosos campeões da Libertadores.

A debandada em massa das nossas estrelas (não estrelas também) para o futebol europeu no início do século XXI fez o meu interesse pela UCL se tornar uma necessidade. Se quisesse informação sobre Ronaldo, Rivaldo, Roberto Carlos ou Cafú, tinha que saber o que estava acontecendo no velho continente, em especial, na Champions League.

Foi então que, em 2005, a necessidade virou prazer. TV a cabo ainda não era uma realidade na minha vida e me contentava com os poucos jogos transmitidos pela Rede TV. Era um ótimo entretenimento para as tardes ociosas.

Tardes ociosas como aquela de 25 de maio de 2005. Estava com uns amigos matando tempo depois da aula de inglês. O assunto do dia era um só: o jogo de volta entre São Paulo e Palmeiras pelas oitavas da Libertadores.

Para aquecer os motores, nada melhor que Milan x Liverpool pela final daquele campeonato europeu bacana. O jogo começou mole pra gente (claro que estava torcendo para o time de Kaká, Cafú e Serginho). Maldini e Crespo fizeram 3 x 0 pro Milan ainda no primeiro tempo. Tudo ótimo. "Os fregueses italianos vão sofrer mais uma vez na mão do Tricolor no Mundial".

Não me incomodei quando o tal Gerrard diminuiu para o Liverpool. "Esse Dida, sempre atrasado. Só podia ser galinha". Só que do gol em diante, aquela partida animada se transformou num jogo épico e o resto da história vocês já conhecem (o São Paulo venceu foi o Liverpool na final do Mundial).

Depois daquele jogo, a Champions passou a ser uma das coisas mais bacanas de acompanhar no futebol. Organização, espetáculo de transmissão e, principalmente, muitos jogaços. Em 2006, já com as benesses da ESPN, pude ver o incrível Barça de Ronaldinho Gaúcho (aqueles jogos contra Chelsea e Milan são inesquecíveis). A vingança do Milan em 06/07 (lembra da semi-final, Gabriel Heinze?).

A temporada seguinte foi meio fraca, mas em 08/09, Messi e Cia voltaram a me fazer sonhar com a Champions League. Esse ano já tive mais uma prova com a UCL de que o futebol não é mesmo um esporte justo (que pecado a eliminação do Barça) e, a partir de hoje, estarei vidrado em mais uma edição dessa competição fantástica.

Vai começar o espetáculo!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Virou rotina

Uma vez, tudo bem: desentendimentos fazem parte do futebol. Duas, aceitável: ainda é moleque, vai aprender. Agora, toda semana... Rodada sim, rodada não, tem confusão envolvendo o queridinho Neymar.

Tá certo que ele apanha bastante. Com a habilide que tem e o estilo de jogar, é natural que os zagueiros cheguem duro. Mas Neymar está longe de ser só vítima. Se atira o tempo todo. São ridículas as simulações de socos no rosto e os mergulhos acrobáticos do rapaz.

O que eu acho estranho, é que não me lembro de nenhuma confusão envolvendo jogadores como Messi, Ronaldinho Gaúcho... Será que eles nunca foram caçados ou ameaçados em campo por zagueiros brucutus?

O pior no caso do Neymar é o fato de estar todo mundo sempre passando a mão na cabeça dele.

Dorival defende Neymar e reclama de rodízio de faltas no jogador
Santistas revelam conversa com Neymar e defendem atacante
Marquinhos limpa a barra de Neymar e diz que retribuiu um favor ao garoto
Pelé defende Neymar das críticas do Timão: ‘Quem perde arruma desculpa’

Parece que não tem ninguém próximo a Neymar que possa alertá-lo de que carregar uma máscara tão pesada pode atrapalhar seu futebol.

Pra mim, essas confusões só reforçam uma teoria que defendo há algum tempo e que me levou a escrever em maio o texto abaixo (na época, gerou um debate legal nos comentários do blog Os Vuvuzelas):


Neymar é uma farsa!!!

Mimado e sem limites, Neymar vem demonstrando desde o início do ano que pertence a uma espécie de moleque que eu sempre odiei: o habilidosus babaca.

Quem não conviveu na escola com aquele mané que tinha certa habilidade com a bola e adorava ficar tirando onda nas peladas? Mascarado, nunca toca, não volta pra marcar e ainda reclama dos colegas quando o time perde. Nunca assume a responsabilidade (que raiva que eu tinha desses caras!).

O habilidosus babaca geralmente anda acompanhados de uma outra espécie fácil de reconhecer, mas que também não é ensinada nas aulas de biologia: o babaovus idiota. Conhecidos popularmente como puxa-saco ou paga-pau, vive andando atrás do habilidousus. Dá o lanche probabaca, leva recadinhos dele pras meninas e normalmente passa cola nas provas. Tudo pra ser escolhido por ele na hora da pelada: “velho, o Kevin joga muito. Não toca, mas é massa ser do time. Ele já fez até teste no Flamengo...”. Pobre babaovus idiota.

Alguns da espécie habilidosus realmente passam no teste do Flamengo. Com 15 anos, já fazem viagens para o exterior, têm uniformes e chuteiras bacanas e aos 18 começam a ganhar mó grana. É aí que se tornam insuportáveis. Passam a ser rodeados por uma evolução dos puxa-saco da escola: os babaovus idiotas idiotas. São dirigentes, empresários, companheiros de time e jornalistas. O interesse não é mais em ser do time dele na pelada, mas sim em ganhar uma grana ou uma camisa autografada quando o "amigo" for transferido pro exterior.

Achei interessante quando Neymar surgiu ano passado. O pai dele deu muitas entrevistas falando que já foi jogador, que sabe como é vida de atleta, que recusou proposta do Real Madrid pelo prodígio e que dá estrutura pro garoto não se deslumbrar. No entanto, parece que o próprio Neymar Pai se deslumbrou. Então, o babaca Neymar Filho começou o show.

O cartão de visitas foi um chapéu desnecessário em Chicão com o jogo parado, só pra mostrar com quem estavamos lidando. Primeiro sinal da origem babaca que abafado pelos defensores do “futebol moleque” (no pior sentido da palavra). Daí vieram as boas atuações, os gols, as dancinhas e o status de queridinho do Brasil. Pronto, estava criado o monstro! Foi nesse momento que passei a defender a seguinte tese: Neymar é uma farsa!!!

Não demorou muito e começaram os mergulhos em campo, óculos a lá Davids, entrevistas completamente desnecessárias, xingamento a um torcedor que o criticou num jogo, punição por balada e ontem, pela primeira vez vaiado ao ser substituído dentro da Vila, ficou fazendo biquinho no banco de reservas. Quando o companheiro que entrou fez o gol da vitória santista, foi o único que não invadiu o campo pra comemorar (detalhe bem observado pelo repórter do PFC na transmissão). Será que o Marcel não sabe fazer o rebolation? Neymar só tirou a cara feia quando o babaovo idiota André fez o dele. Não teve dancinha porque protestaram pelo afastamento de outro babaovo, Madson. Previsível.

Baixa a bola, Neymar. Se chegar a ser o que o Robinho é pro futebol (um jogador que surgiu como melhor do mundo, mas decepcionou no Real Madrid, no Manchester City e hoje vive de brilharecos e gols pela seleção da CBF) já será uma vitória. Entrar para o rol dos grandes é pra outra espécie de jogador, da qual Ganso (merece um post) está se aproximando mais: o habilidosus marra (Cruijff, Maradona e Romário... só alguns exemplos).


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Não existe esporte ruim

Acredito nisso já há algum tempo, mas é uma certeza que se reforça toda vez que me pego sofrendo pelo Saints.

Desde pequeno, sempre cultivei um certo preconceito com algumas modalidades esportivas - aquelas mais desconhecidas, que pouco aparecem na TV. Em época de Olimpíadas, assistia futebol, vôlei, basquete, atletismo, natação, judô e ia para rua brincar. O restante não conseguia prender minha atenção nem por 1 minuto sequer.

Isso começou a mudar em 2006, quando fui voluntário pela primeira vez das Olimpíadas Escolares. Trabalhando, descobri que uma partida de handebol pode ser muito emocionante e que é possível curtir até um duelo de xadrez.

Em 2007 veio o Pan do Rio de Janeiro e modalidades como hipismo, triatlo e trampolim acrobático se tornaram muito interessantes de acompanhar. Mas ficou aquela dúvida: será que se fosse pela TV, no sofá de casa, eu "perderia" tempo acompanhando esses esportes?

Descobri que sim com as Olimpíadas de Pequim, em 2008. Vi tudo. Gostei de tudo. Modalidades que não entendia muito bem, como o tiro, ficaram muito mais bacanas depois que procurei me informar melhor.

E foi buscando informação (em especial na ESPN) que tive contato com os esportes americanos. Comecei a torcer por um time na NFL, entendi melhor o basebol, passei uma tarde assistindo o Masters de Augusta de Golf e já me peguei entretido até com campeonato de dragster. Me tornei um fã de qualquer esporte. A única modalidade que ainda não engulo é o showbol (invenção comercial ridícula!).

É por isso que digo que não existe esporte ruim: ou transmissão não é boa, ou você não conhece bem as regras.

Aproveitando o embalo, veja um pouco do incrível Drew Brees ontem na abertura da temporada da NFL:

- Highlights da Espn.com

- Highlights da NFL.com


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O efeito Alcântara

Hoje não foi a primeira vez que vi o nome do jovem Thiago Alcântara em destaque nos principais sites internacionais. Capitão da Espanha vice-campeã européia sub-19, em julho, o jogador do Barcelona segue como um dos líderes da Rojita, que disputa o Europeu Sub-21 em busca da vaga nas Olimpíadas de 2012.

Thiago y Canales iluminan el camino hacia los JJ OO

Mas não é apenas pelo desempenho em campo que Thiago tem sido notícia. A polêmica sobre qual país vai defender ficou mais forte depois de entrevista do seu pai, Mazinho, essa semana. Para o tetracampeão, os filhos Thiago (19) e Rafael (17) devem mesmo seguir atuando com a camisa Roja e não com a Canarinho. A decisão final tem que ser tomada na primeira convocação para a seleção principal.

Quando encerrou a carreira, em 2001, Mazinho decidiu morar na Espanha, onde jogou por 7 anos. Além da qualidade de vida que desfruta por lá, o tetracampeão foi em busca de seu verdadeiro objetivo - transformar os filhos em jogadores de futebol. Mazinho começou trabalhando com escolinhas para crianças na cidade de Vigo e não demorou para emplacar os dois rebentos nas categoris de base do Barcelona.

Bons de bola, os meninos sempre foram tratados como jóias raras na cantera culé e são observados de perto pelos olheiros da Real Federación Española de Fútbol - RFEF. Thiago é convocado para as categorias de base da Espanha desde os 16 anos. Mesma idade com que Rafael debutou na Rojita no ano passado.


De acordo com Mazinho, isso só aconteceu por falta de interesse da CBF no futebol dos meninos. Ele conta que quando Thiago foi chamado pela primeira vez pela seleção espanhola, procurou o Américo Faria e foi informado de que o Brasil não convoca para as categorias de base jogadores que estão no exterior.

A primeira vista, trata-se de uma iniciativa louvável da CBF, exceto pelo fato de que temos sempre que desconfiar de qualquer coisa que venha das Organizações Teixeira. Apesar de parecer uma medida de proteção e fortalecimento das categorias de base dos clubes nacionais, a decisão de não convocar jovens formados em clubes estrangeiros certamente envolve dinheiro.

Não encontrei informação, mas ligando os pontinhos podemos chegar ao seguinte raciocínio: não há dúvidas que a CBF lucra com a venda de jogadores para o exterior. Sendo assim, se o atleta já atua fora do país não há recompensa para a cartolagem nacional. Logo, que interesse tem a Confederação em permitir que esses jovens desfilem pelo mundo com a griffe Seleção Brasileira?

O caso dos Alcântara me faz lembrar de um outro rapaz também surgido em La Masía (escolinha do Barcelona). Trata-se de um argentino que chegou na Espanha aos 12 anos e sempre encantou os europeus com sua genialidade. Conta-se que foram muitas as tentativas integrá-lo à Rojita, mas quando a pressão se tornou muito forte a Asociación del Fútbol Argentino - AFA - acabou com a polêmica. Convocaram o tal Lionel Messi para a Copa do Mundo Sub-20, em 2005. Resultado: título, artilheiro e melhor jogador da competição. Na Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, já fez parte do time principal.


Não quero comparar Thiago ou Rafael Alcântara com Messi. Até porque, Messi sempre foi um legítmo argentino (de Rosário) e os filhos do Mazinho, como ele mesmo diz, são mais espanhóis que brasileiros. Não dá pra saber como seria o comprometimento dos meninos com a Canarinho que o pai honrou tão bem. Contúdo, esses rapazes podem causar um efeito maior do que o previsto. Quem sabe, vê-los brilhando com a camisa da Espanha coloque em xeque a maneira displicente e irresponsável com que a CBF conduz nossas categorias de base.

Se tiver tempo, veja um pouco do que já fez Thiago Alcântara:


Passe para gol no Europeu Sub-21


Gol no Europeu Sub-19


Show na final do Europeu Sub-17


Primeiro gol pelo time principal do Barça

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Bombas de Alegria!

Sabe aquela sensação de: "puts... ganhei na loteria e perdi o bilhete". Então... é assim que me sinto hoje quando lembro do meu encontro com José Macia, o Pepe, em 2006.

Estava cursando a disciplina radiojornalismo e precisava fazer uma matéria para o nosso primeiro jornal. Soube então que o ex-jogador Pepe estaria lançando seu livro, Bombas de Alegria, num restaurante lá perto da faculdade. Estava pronta a pauta que eu precisava.

Na época, ainda não pensava em pesquisar antes de sair para uma matéria. Era tudo muito experimental. Eu tinha uma vaga idéia do que fazer: "é só identificar o que? quando? onde? quando? e como?... e tá feito". Ilusões que se desfazem quando deixamos a sala de aula e vamos pra rua.

E assim, fui... Minha noção de Pepe era apenas de que foi jogador do Santos de Pelé e reserva em duas Copas. Percebi que se tratava de um personagem diferenciado quando cheguei no local e dei de cara com um pequeno grupo de apaixonados santistas. Comecei a entrevistar os torcedores que falavam do Pepe com um brilho nos olhos e uma felicidade que me marcou. Alguns paulistas que tinham acompanhado das arquibancadas exibições daquele Santos faziam questão de lembrar os chutes fantásticos que renderam a Pepe o apelido de Canhão da Vila.

Quando o jogador chegou, foi uma festa arrepiante. É bonito ver como um ídolo mexe com as pessoas. Eu me aproximei, fiz algumas perguntas óbivias e saí feliz da vida com as sonoras que tinha para minha matéria. E foi aí que vieram, talvez, os 20 minutos mais desperdiçados da minha vida.

Já me preparava para ir embora quando o organizador do evento me convidou para acompanhá-los até um bar para assistir o Santos, que jogava naquela noite. Não pude recusar o convite e seguimos no carro eu, o cara e o Pepe. Com uma respiração forte e muito atento ao que se passava nas ruas, o Canhão da Vila falou pouco no trajeto. Comentou coisas sobre Brasília com o colega que dirigia e só. Eu me restringi apenas a ouvir a conversa. Confesso que estava mais preocupado em onde ia pegar o ônibus pra voltar pra casa. Fiquei mudo no banco de trás, checando se minha fita tinha mesmo gravado.

Logo que descemos no bar, um grupo enorme de torcedores cercaram o Pepe. Fotos, autógrafos, abraços... foi impossível voltar a me aproximar dele. No fim do primeiro tempo, catei minhas coisas e segui pra casa.

No dia seguinte, resolvi procurar saber um pouco mais sobre José Macia. Ah, se arrependimento matasse eu não estaria aqui para escrever essa história. Que vergonha! Como eu podia me dizer torcedor do São Paulo e desconhecer que Pepe era o nosso comandante naquele épico 3 x 3 do Brinco de Ouro em 1987? Absurdo!

Como eu queria poder voltar no tempo e perguntar para ele sobre o sofrimento das duas contusões que o deixaram no banco em 58 e 62 (o substituto? Zagallo). Como queria saber histórias daqueles confrontos memoráveis do Santos diante do Boca, do Benfica, do Milan. Como queria saber o que faz um jogador profissional passar a carreira inteira em apenas um clube (ainda vou perguntar isso pro RC um dia). Enfim... não consigo nem imaginar quanta coisa legal poderia ter aprendido se fosse menos ignorante.

Não tenho uma foto, um autógrafo, nem mesmo o livro do Pepe eu comprei naquele dia. A única coisa que sobrou de recordação foi a matéria a seguir, que muito mais que uma nota, meu deixou uma grande lição.

Ayrton Senna 2010

Estava navegando hoje por alguns sites quando me deparei com a foto do Senna na capa do As. Não era nada muito grande, apenas um registro do documentário inglês sobre a vida de Ayrton que está prometendo fazer sucesso. O lançamento deve ser em breve, no Japão, país completamente apaixonado pelo piloto. Eu tinha ouvido falar sobre esse filme tempos atrás, mas nem lembrava mais. Depois que vi o trailer, só consegui pensar em uma coisa: quando essa película chega aqui???

Minhas lembranças do Senna são bem vagas. Apesar ter quase 8 anos quando ele morreu, Fórmula 1 nunca esteve entre meus esportes favoritos. No entanto, me recordo bem da comoção naquela primeira semana de maio de 1994. Na TV, no rádio, na escola, nas ruas, só se falava sobre a morte do nosso herói nacional. Como esquecer a faixa carregada pelos tetracampeões no gramado do Rose Bowl após o pênalti do Baggio? Naturalmente, cresci aprendendo a idolatrá-lo (as revistinhas do Seninha também têm muita culpa nisso).

Somente nos últimos anos é que fui ler e ver coisas mais detalhadas sobre Senna. Experiências que transformaram minha frágil idolatria em admiração e respeito. O cara é especial. Com todas suas contradições e genialidades, realmente fez coisas dignas de merecer o título de Lenda dado pelo jornal espanhol. E não adianta a Globo insistir... não é toda hora que nasce um desses.

*obs: especula-se que o lançamento do filme no Brasil vai ser na semana do GP de Interlagos, em novembro.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Quem não sonhou em ser um jogador de futebol?

Como disse, além de exercitar a escrita, a idéia do blog é guardar alguns trabalhos antigos. Pra começar, publico esse que fiz no 4º semestre da faculdade na disciplina Fotojornalismo.

Foi uma experiência muito legal. Percorri campos e ruas de Sobradinho II durante o mês da Copa de 2006. O único problema é que de vez em quando eu largava a câmera e ia jogar com a galera... No fim, saiu...

Vejam o que acham...

Antes tarde do que nunca....

Há tempos penso em ter um blog para guardar algumas idéias, alguns trabalhos e, principalmente, exercitar a escrita. Mas sabe como é, né... a preguiça (ou falta de tempo, vai... pra não ficar tão feio) sempre falou mais alto.

Então veio o clima da Copa da África e uns colegas do meu irmão resolveram criar um blog sobre futebol (
Os Vuvuzelas). Passei a colaborar com eles e me empolguei com a coisa. Passado o inesquecível Mundial (se é que tem algum que não seja), as Vuvuzelas saíram de moda e o blog silenciou.

Sendo assim, criei vergonha e resolvi encarar uma empreitada sozinho. Espero que dure...