Ronaldinho foi o primeiro gênio do futebol que vi nascer, crescer e aposentar.Minhas memórias de 93 não são muito vivas, mas lembro dele no Cruzeiro. Lembro bem de quando foi vendido para o PSV. Lembro de quando chegou ao Barcelona e, dali pra frente, acompanhei muito do que fez.
Um fenômeno, de fato. Por alguns anos, meu ídolo incondicional no futebol. Fiz muitos gols brincando sozinho e sonhando ser o Ronaldinho.
No entanto, desde a Copa de 2006 que meu encantamento com o Ronaldinho vem diminuindo e ontem, ao vê-lo se despedir da camisa canarinho (com que brilhou muito mais que no Corinthians), percebi que o agora Ronaldo já não me emociona mais. Principalmente em situações tão artificiais e comerciais como aquele amistoso da CBF.
Ao longo dos anos, o futebol do Fenômeno o tornou tão grande que jogar bola se tornou apenas mais uma entre as muitas atividades de sua vida.Mesmo caminho seguido por Adriano, Ronaldinho Gaúcho, Robinho e outros ótimos talentos brasileiros que ultimamente dedicam mais atenção ao que fazem fora de campo que ao que fazem dentro das quatro linhas. São pop stars que, por acaso, também jogam futebol.
A impressão que tenho é de que treinar, viajar, concentrar e jogar duas vezes por semana virou um fardo para esses caras. A rotina do futebol atrapalha a vida deles. Abandonam o compromisso com a profissão de atleta e se se esquecem de que só são o que são por conta do que fazem nos gramados.
O próprio Ronaldo declarou há pouco tempo que estava "de saco cheio" do futebol, que faz parte da sua rotina desde os 16 anos.
Alguém vai dizer que ele tem todo o direito de se sentir assim, e eu concordo. Só não me peçam para continuar o admirando.
Na verdade, acho essa declaração desrespeitosa com o futebol e isso me incomoda demais.
E não é de hoje que esse "saco" do Ronaldo parece estar cheio. Acredito que a redenção alcançada na Copa de 2002 praticamente acabou com todo o compromisso dele com a bola.No Real Madrid, jogou simplesmente por diversão. Na Copa de 2006, se apresentou fora de forma e entrou em campo pelos recordes. No Milan, estava mais preocupado com o cabelo. Já no Corinthians, se aliou ao Andrés Sanchez apenas para faturar.
Uma pena Fenômeno, pois passei esses quase seis anos da sua aposentadoria em atividade me alimentando de migalhas de genialidade e sonhando em reencontrar o verdadeiro ídolo Ronaldinho, que infelizmente, já estava despedaçado.
Rapas, meus parabéns Bito, nunca concordei tanto com vc num post...
ResponderExcluir" impressão que tenho é de que treinar, viajar, concentrar e jogar duas vezes por semana virou um fardo para esses caras. A rotina do futebol atrapalha a vida deles. Abandonam o compromisso com a profissão de atleta e se se esquecem de que só são o que são por conta do que fazem nos gramados."
Ótima colocação, e digo mais, essa superproteção aos jogadores de futebol me da muita raiva. Se um funcionário de uma empresa qualquer faz besteira é logo demitido, mas se um jogador de futebol tá gordo, não treina, ou esta em má fase sempre tem o "ah, tadinho, o treino é puchado...", "ah, soh pq ele tah gordo vão ficar criticando!?"
Realmente é triste ver grandes jogadores mais preocupados em ser "celebridade" do que em jogar bola. Poucos continuam sendo 'boleiros' de verdade. E ,infelizmente, parece que ser jogador pop star é um tendência daqui pra frente. É mais fácil ver por aí os molekes querendo ser Cristiano Ronaldo do que Messi.
ResponderExcluirVoltando a falar do gordo, com a aposentadoria dele já posso fechar meu ataque de todos os tempos da seleção brasileira: 7 - Garrincha; 8 - Zico; 9 - Ronaldo; 10 - Pelé; 11 - Romário
Minha "relação" com o Ronaldo é bem diferente das outras pessoas.
ResponderExcluirEle NUNCA foi um ídolo pra mim.
E eu nem sei explicar o porq disso.
Não é pela conduta dele fora de campo, que começou afeta-lo depois de 2002, mas antes disso eu já nao gostava dele.
E conduta fora de campo é uma coisa que nunca fez um jogador ser ou nao ser um ídolo pra mim.
Eu sei das coisas que o Ronaldinho faz fora de campo, mas mesmo assim ele continua sendo o meu maior ídolo no futebol e acho dificil alguem roubar esse posto.
Essa coisa do jogador se preocupar mais em ser celebridade tambem nunca me afetou.
Acho que simplesmente eu nunca gostei do Ronaldo e pronto.
Ele nunca me emocionou.
E mais, eu respeito a opiniao dele nessa coisa de estar de saco cheio do futebol.
Ele já esta nisso a quase 20 anos. O cara enjoa.
E pra ser bom no futebol, nao precisa gostar de futebol.
E colocar o Zico no ataque da seleção de todos os tempos eu nao coloco.
Meu time seria:
Garrincha, Didi, Pelé, Romário e Rivelino. Já que nao encontrei outro ponta esquerda.
E nao, nao é birra minha ao nao colocar o Ronaldo.
Cara... se tem uma coisa que não consigo separar é o caráter das pessoas. Pouco me importa se o Neymar vai ser pai, por exemplo. Mas ele ser um babaca (não conheço pessoalmente, de fato. Mas as entrevistas e as próprias notícias me dizem isso) faz com que nunca seja meu ídolo. Jogue o que jogar. Infelizmente, o Ronaldo foi sim meu ídolo, mas as lacunas de caráter que ele demonstrou despedaçaram isso.
ResponderExcluirComo disse no texto, também acho que ele tem o direito de estar de saco cheio. Só não fique enganando. Faturando em cima de uma coisa que já não aguenta mais. Por que não parou, em respeito ao futebol? O que acho certo é ficar enganado o torcedor, esse sim um pobre coitado, que tem que pagar R$50 a R$100 no ingresso para um jogo do Corinthians só para o time arrecadar e pagar salário para jogadores que está de saco cheio. E isso é só um exemplo. É nesse sentido que digo que é um desrespeito ao futebol.
Concordo com o Txe. Esses caras são muito protegidos. Ganham fortunas para fazerem trabalhos porcos, muitas vezes. Em qualquer outra profissão, seriam escorraçados. Nesse ponto, gosto do profissionalismo das grandes ligas dos EUA. Aparentemente, a conivência com a falta de profissionalismo e o compromisso dos atletas com a profissão parece ser bem maior que no futebol.
Sobre minha Seleção de todos os tempos (o esquema tático é um problema para Telê Santana resolver, não eu): Gilmar, Carlos Alberto Torres, Bellini, Oscar, Nilton Santos; Falcão, Didi, Zico, Pelé; Garrincha e Romário.
Banco: Barbosa e Tafarel; Djalma Santos, Mauro da Rocha, Domingos da Guia, Júnior; Sócrates, Gérson, Rivelino, Zito; Zizinho e Ronaldo.
Cortados na véspera da Copa: Leão, Cafú, Roberto Carlos, Rivaldo, Careca, Ronaldinho Gaúcho, Roberto Dinamite, Clodoaldo, Leandro, Paulo César Cajú, Reinaldo, Leônidas da Silva, Tostão... e claro, Chicão!!!!!
Seleção de todos os tempo entao:
ResponderExcluirGulmar, Carlos Alberto Torres, Domingo da Guia(Luis Pereira), Mauro(Bellini), Nilton Santos, Didi, Gérson, Garrincha, Pelé, Romário e Leônidas(Rivelino).
Cade o ";" pra separar os setores Sr. Arthur! Isso aqui é blog sério!!!
ResponderExcluirJoão Leite; Leandro, Luis Pereira, Oscar, Nilton Santos; Didi, Falcão, Zico; Pelé, Garrincha e Careca!
PS: aos 20 do segundo sempre entrando Dada Maravilha!
ResponderExcluirBem sou eterno crítico da palhaçada que é a falta de ética no futebol brasileiro (apesar de qualquer pessoa que já viu um jogo inteiro sem dormir poder dizer que nenhum comentário meu vale). A queda vexatória de um ícone (Não acho que seja um pop star) como o Ronaldo mostra claramente que o que os gringos dizem sobre o "Brazil" se aplica ao futebol. Parafraseando: "o Futebol é o esporte do futuro, e sempre será".
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