terça-feira, 30 de novembro de 2010

Como a fênix

Andava meio desanimado com o futebol nesse fim de ano. A bola laranja e a bola oval vinham chamando muito mais minha atenção que a tradicional capotão de gomos pretos e brancos (pena que não são mais assim). Mas hoje, só consigo ler notícias sobre futebol e pensar em jogar futebol. O motivo? Um jogo!

Confesso que estava desacostumado, pois há alguns anos não via meu SPFC chegar ao fim do ano sem brigar por nada. Nem por uma vaga na Libertadores sequer. Para piorar, ainda se envolveu na chata polêmica das entregadas que enfeia o fim do Brasileirão.

Já no cenário internacional, meu Liverpool vem sofrendo para se recuperar na Premiere. Meu Atlético de Madrid, faz campanha instável na Liga das Estrelas. Minha Inter, vai mal na Série A depois de cinco anos dominantes. Meu Sporting, até que está brigando por vaga nas competições européias, mas está a 13 pontos do Porto.

Mas ontem, tudo mudou. O dia começou com a lembrança de uns colegas de que era segunda-feira de Barça x Real. Até estava lembrando disso, mas, pra mim, o melhor que o clássico poderia me oferecer seria mesmo o documentário "Mais que uma partida" transmitido pela ESPN semana passada.

Puro engano. Dezessete minutos de jogo foram suficientes para fazer renascer como a fênix a minha paixão por futebol. Foi o tempo que o encantado Barça precisou para liquidar o poderoso Real. Depois disso, foi só curtir a aula de futebol do time culé.

Lembro que quando vi aquele Barça de 2006, pensei: "jamais voltarei a a ter o prazer de ver um time tão bom jogar". Então veio o Barça de 2009 para me fazer mudar de idéia. E no primeiro semestre desse ano, quase chorei com a eliminação blau-grana para a medíocre Inter de Milão e o anti-futebol de Mourinho.

Mas ontem foi a desforra. Como foi bom ver o futebol de Messi, Xavi, Iniesta e Villa, triunfar em cima de Cristianos Ronaldos, Pepes e Sérgios Ramos da vida.

O resultado: mal posso esperar para ver meu Atlético e meu Liverpool em ação pela Euroleague. Mal posso esperar para ver a rodada final do Brasileirão. Mal posso esperar pelo começo do Mundial de Clubes. E, claro, mal posso esperar para ver o fantástico Barça pegar o Osasuna sábado, em Pamplona.


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Futebol arte (de se jogar)

O morno Brasil x Argentina no "agradável" deserto do Qatar me chamou atenção apenas em um aspecto - como o jogador brasileiro se joga.

Contaminados pela fraquíssima arbitragem nacional, nossos "craques" estão aproveitando a habilidade, que outrora usavam para driblar adversários, apenas para tentar iludir o homem do apito.

Além de alguns cortes sem muita objetividade, o badalado Neymar merece destaque na partida pela quantidade de simulações. Teve uma em cima do Heinze que foi ridícula e o juizão ainda caiu.

Já o ex-menino-da-vila, André, mostrou que, mesmo perdido na Ucrânia, ainda é um grande artista. Um mergulho cinematográfico na entrada da área provocou "lance de perigo" para Daniel Alves.

O melhor é ouvir o Galvão colocando pra fora todo seu "pachequismo" depois de uma simulação de Neymar dentro da área: "ele forçou a jogada, mas em uma dessas o juiz dá o pênalti, não é Falcão?" É brincadeira!

Bem que podíamos nos espelhar um pouco em Messi, que, mesmo depois de levar um toque do Lucas, ficou de pé e marcou o gol da vitória argentina. Se fosse Neymar no lance, acho que teríamos uma excelente oportunidade em cobrança de falta.


Passa por cima...

Já ouviu a expressão: "se quiser, passa por cima".

Pois é... foi o que esse jogador estadunidense de um time alemão fez. Literalmente.




Essa cravada me lembrou uma outra marcante.

A do "menino" Vince Carter contra a França em Sydney em 2000. Muito bruto!



Repare que o KG#5 jogava com #10, mas já era o mesmo!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Finalmente saiu

Mais de 12 horas depois da fatídica cerimônia de sorteio dos grupos da Copa América, finalmente consegui a tabela, e não foi no site da Conmebol.

É impressionante a incompetência dos cartolas sulamericanos. Até a data da abertura eles mudaram em cima da hora. Puts!

O evento de ontem então, péssimo. Sem brilho, com apresentações sonolentas e um sorteio pra lá de suspeito.

Fiquei de cara quando percebi que as bolas com o no das seleções não se misturavam nos potes. Apenas giravam, mantendo as posições. Bizarro!

Não quero nem imaginar a luta que vai ser para conseguir comprar ingressos. Pelo site da Conmebol acho que vai ser impossível, a página é muito ruim.

Ainda assim, a paixão pelo futebol é maior e não vejo a hora de chegar julho de 2011.

Córdoba, aí vamos nós!!!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

"Craque" para alemão ver

Vinte e cinco por cento. Um quarto. É o percentual de brasileiros entre as 51 piores contratações da história do Campeonato Alemão de acordo com o Sport-Bild.

A dupla vascaína Carlos Alberto e Zé Roberto e o zagueiro do Mano, Réver, são alguns dos destaques da lista, que também conta com nomes que eu nem sabia que tinham passado pelo futebol alemão como o santista Marquinhos, o Píncipe da Serrinha, Alex Alves, e o campeão mundial com a Seleção Brasileira e o São Paulo, Luizão.


Outro que ainda tenta dar certo em terras germânicas, mas não foi esquecido pelo Bild, é o zagueiro Breno. Não entendo o que deu errado com ele, pois bola já provou que tem.

No entanto, parece que nos últimos anos os alemães estão percebendo que nem sempre é bom negócio vir ao Brasil comprar jogadores supervalorizados pelo campeonato nacional.

Se na temporada 07/08 foram 8 transferências de clubes brasileiros para a Bundesliga, no ano seguinte o número caiu pela metada e na última janela o único caso foi o de Wesley.

Parece que o "craque" brasileiro não chama mais tanta atenção da turma do Chucrute.

Brutos...

Me impressionei essa manhã quando, acompanhando os melhores momentos de ontem na NBA, vi o monstro Wilson Chandler cospindo o dente que perdeu em um lance de jogo.

O acidente aconteceu em uma disputa de Chandler com o ex-companheiro David Lee na partida entre Knicks e Golden State Warriors.



Mais impressionado fiquei quando, pesquisando sobre o assunto, descobri que a cena é bem mais comum do que imaginava.

No youtube, encontrei esse lance ainda mais bizarro envolvendo Nowitzki e Landry em uma partida entre Mavericks e Rockets no ano passado.

Na jogada, o pivô do Houston perdeu cinco dentes, dois deles ficaram cravados de lembrança no cotovelo do alemão.



O melhor é a "expressão de dor" dos caras...

Quanta brutalidade!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Maratona de NYC

Na falta de assunto para escrever, algumas imagens bacanas da Maratona de Nova Iorque no último fim de semana.



(via @lauterbr)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

E(:60)xcelência em Reportagem

O jornalismo feito pelo grupo ESPN é referência pra mim em diversas áreas, entre elas, a de reportagens especiais.

Desde que passei a conhecer melhor o "fazer jornalismo", sonho em poder trabalhar apenas com documentários e reportagens especiais sobre esporte para a televisão.

Uma arte fantástica, que transforma horas e horas do esforço de dezenas de pessoas em poucos eternos minutos que emocionam e documentam a história.

Arte que a equipe do programa E:60 conhece e executa como poucos. Desde 2007, o programa vem produzindo reportagens esteticamente brilhantes, tecnicamente impecáveis e sobre assuntos, quase sempre, muito enriquecedores.

A última que me chamou atenção, foi essa matéria com o Pau Gasol. Na reportagem, o astro exibe seu talento ao piano, fala sobre os estudos em medicina e revela a influência que Jordan e o Dream Team de Barcelona-92 tiveram na sua paixão pelo basquete. Simplesmente, espetacular.



Engraçadinho...

Quem acompanha as transmissões da NFL na ESPN conhece bem o bordão "engraçadinho" do divertido e competente Paulo Antunes.

Veja a jogada abaixo em uma partida de High School nos EUA e entenda de ondem vem a expressão.



(via ESPN.com.br)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Criança é atleta?

Me assustei essa manhã quando, lendo uma matéria da ótima Revista ESPN, resolvi acessar o vídeo com a rotina de treinamento de uma garotinha casaque de apenas 12 anos que já é tratada como grande promessa do tênis mundial.

A própria matéria rotula a pequena Mariya Shishkina como a nova Sharapova. O que, imagino, possa até ser uma jogada de marketing da Under Armour, que, segundo a revista, mantém um contrato de US$350 mil por 5 anos com a menina e aposta nela para conquistar espaço entre os fãs da bolinha verde.

Ao ver o vídeo, fiquei abismado com a habilidade de Shishkina e, principalmente, com o físico da garotinha, que parece uma tenista profissional. Mais impressionado ainda fiquei com o fato de ela estudar com uma tutora em casa para não atrapalhar a rotina de treinos. Fico pensando: onde essa menina faz amigos? Será que tem tempo pra brincar?

"Um dia, quero que as pessoas digam que mudei a forma de jogar tênis, ou que eu era uma lenda, ou a número 1 por muito tempo, ou quebrei recordes. Significa muito quando as pessoas dizem que posso virar uma estrela", disse Shishkina à revista.

Pra mim, é normal um criança sonhar alto aos 12 anos. O problema é quando esses objetivos são colocados como obrigação. Mesmo que seja uma ótima tenista profissional, Shishkina corre sério risco se tornar uma pessoa frustrada se não alcançar o topo.

Acho deplorável esses pais, técnicos e empresários que transformam crianças em atletas profissionais. Acredito que antes dos 15, 16 anos, o esporte deve ser praticado apenas por prazer. O profissionalismo tem que ser uma consequência do talento e desse gosto pelo esporte.

Claro que há casos excepcionais como o da própria Sharapova, que foi tratada como profissional desde os 6 anos e se tornou estrela. Não sem pagar o preço com lesões e uma carreira cheia de altos e baixos. Mas quantas projetos de Sharapovas não foram abandonadas pelos patrocinadores no caminho depois de alguns resultados ruins ou alguma lesão séria? Isso, pra não falar no caso do futebol, que é uma máquina que tritura o Estatuto da Criança e do Adolescente todos os dias.

Pra mim, tem muito técnico e empresário que confunde a lapidação de uma jóia com a fabricação de uma pedra sintética. E no fim, quando é descoberta a "farsa", quem sofre é apenas ex-futuro-atleta, que sem estrutura emocional precisa voltar a viver como uma pessoa normal. Tomara que não seja o caso da pequena Shishkina.