quinta-feira, 23 de junho de 2011

Burro Andrés

Acabo de ver que tem um burro prevendo resultados de jogos na Argentina.

Polvo que nada... Na Argentina é o burro Andres que faz previsões

Pois é... o burro Andrés que temos aqui no Brasil não é tão bom.


Errou feio quando disse que o Corinthians ganharia a Libertadores no ano do centenário.

Rapaz...

Acusan a dos chicas que iban a jugar el Mundial femenino de ser hombres

La capitana de Ghana,Florence Okoe, denunció a Salimata y Bilguisa Simpore (son hermanas) de ser hombres después de que ambas selecciones disputaran un partido.



Mais "polhêmico" que mamilos! Hehehe!

Porque não torço por esse Santos

TV, jornais, rádios, amigos, família, minha namorada... É impressionante. Parece que todos querem que eu goste do Santos.

Não!... Não simpatizo, não vou torcer, muito menos apoiar esse Santos. Digo e explico:

- É rival do meu time do coração.

- Não me enche os olhos. O Santos do Dorival levava muitos gols, mas dava gosto de assistir, confesso. Esse do Muricy, não mesmo. Claro que gosto de ver o Ganso em campo, mas o time Peixe está cada vez mais covarde. Venceu, mas se encolheu diante do América, do Once, do Cerro e do Peñarol. Certamente chegará ao Mundial em dezembro completamente adaptado ao "muricybol".

- Por falar em Muricy, deixou o Fluminense em um momento muito contestável esse ano. Entrou no Santos e não assumiu a responsabilidade em um jogo fundamental da primeira fase. No fim, diz que mereceu muito o título e outras baboseiras. Cansei desse tal "aqui é trabalho". Menos, Muricy.

- Quanto ao elenco, posso contar em uma mão os que respeito ali (Ganso, Durval, Adriano, Danilo, Rafael). No mais, um bando de jogadores comuns e mascarados (Pará, Léo, Dracena, Zé Love...) conduzidos pelo idiota maior.

- Claro. O idiota maior - Neymar. Joga muita bola, concordo. Habilidade rara. No entanto, cada dia tenho mais certeza de que é um otário.

Cheguei a comentar com meu irmão que estava gostando do comportamento dele no início do jogo. Humildade, objetividade, sem muito estrelismo (ressalva apenas aos mergulhos de sempre). Só que bastou o apito final para o babaca aparecer. "Chupa" no fim do jogo, "valentia" no momento da briga estúpida e aquela cena ridícula andando com o calção baixo durante as comemorações me dão tranquilidade para continuar afirmando: é um farsante. Tem muito futebol, mas a cabeça fraca não permitirá que ocupe o lugar que o seu talento merecia na história do futebol.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Essa eu não conhecia

Vi hoje no Bate-Bola e gostei.

O vídeo é de 2009 e percebi também que a idéia não é inédita.

Mas que a imagem ficou legal pra caramba, isso ficou.


É Libertadores, pô!

O videotape é burro, já dizia o mestre Nelson Rodrigues.

Vou além... Mais que burro, o VT é xarope pra caramba.

Aquele gol do Alonso aos 40 minutos do 2º tempo não deveria ter sido anulado.

É Libertadores, pô!

Frustrar a explosão de alegria do torcedor carbonero nas arquibancadas e às margens do gramado do Centenário foi um crime.

Quem é você, Nicolas Yegros, para ousar levantar aquela bandeira?

Por mim, seria banido do futebol.

Pra piorar, o videotape em seguida mostra que realmente o atacante estava adiantado.

Um absurdo! Abaixo ao replay!

Mas deixa estar... Quarta que vem tem mais. E no Pacaembú.

Alvinegro se lascando pela Libertadores no Paulo Machado de Carvalho é algo que o chato do VT conhece bem.

Para quem ainda não se convenceu de que aquele gol merecia ser validado, comova-se com o lamento do narrador e do comentarista da Rádio Oriental, de Montevidéu.



E para reflexão, um pouco das sábias palavras de Nelson Rodrigues sobre o videotape.


"... E o patético é que, quinta-feira, o video-tape de Brasil x Inglaterra nos dera um versão deprimente do escrete. O povo não sabia como conciliar as duas coisas: — o delírio dos locutores e a exata veracidade da imagem. Após a batalha de ontem, eu vi tudo. A verdade está com a imaginação dos locutores. E repito: — a imaginação está sempre muito mais próxima das essências. Ao passo que o video-tape é uma espécie de lambe-lambe do Passeio Público, que retira das pessoas toda a sua grandeza humana e esvazia os fatos de todo o seu patético. Disseram os locutores que o Brasil fizera, contra a Inglaterra, uma exibição deslumbrante. Pura imaginação e, por isso mesmo, altamente veraz. O video-tape demonstrou o contrário. Azar da imagem". O Eichmann do Apito, Nelson Rodrigues (1962).

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Sentiremos saudades do Maraca

Quem esteve no Maracanã lotado antes do início das obras para a Copa conhece bem o efeito que tinham suas arquibancadas superiores.

Gigantestas e poderosas, elas exerciam um poder acústico e visual incrível sobre o campo e o anel inferior. Era fantástico!

Ontem, alguns privilegiados que jogaram diante dessas arquibancadas voltaram ao estádio para comemorar seus 61 anos.

"Corta o coração ver isso aqui. Eu tomei um susto quando vi os sacos de cimento de um lado para o outro. Mas a gente sabe que é por uma boa causa".

Será mesmo, Zico? Reformar o Maracanã para voltar a receber uma final de Copa do Mundo deveria mesmo ser algo bom e celebrado.

No entanto, é nítido que as ditas "melhorias" estão sendo feitas com o único objetivo de atender às exigências estúpidas da Fifa e seus convidados VIP.

Não há respeito com a história e nem com a arquitetura do estádio. Depois de acabarem com a geral, a idéia agora é destruir toda imponência e vivacidade do anel superior.

O velho e belo Maraca, palco de tantas festas do futebol, se transformará num "estádio olímpico", na pior acepção possível do termo.

O anel superior se unirá ao inferior, formando uma comprida e espaçada arquibancada única. Isso, sem falar nos inúmeros camarotes e áreas especiais que receberão públicos cada vez mais elitizados e estéreis.

Infelizmente, estão acabando com os templos da bola. O velho Wembley que o diga.

Menos mal que ainda podemos olhar para o Centenário de Montevidéu (hoje é uma boa oportunidade) ou para o Azteca, no México, e testemunhar um pouco da história viva do futebol.

Se, por acaso, bater um pouco de saudade do Maraca, o YouTube estará aí pra ajudar... a aumentar.


sexta-feira, 10 de junho de 2011

Hahahaha!

Acho que agora Wade e LeBron vão pensar melhor antes de fazerem piada com o Dirk.

Até que gosto desse tipo de provocação, quando colocada de maneira lúdica, claro.

Mas quem provoca, tem que aguentar. E se perderem o título, como fica Beach Boys?

Hahahahaha!!!

Mítico

Numa semana em que os únicos brasileiros que vi em destaque na imprensa intenacional foram o ex-ídolo Ronaldo e o jamais-ídolo Neymar, é muito bom começar a sexta-feira encontrando essa bela entrevista de um verdadeiro-ídolo na capa do site do jornal As.

Sempre me faltam palavras quando o assunto é o mítico Rogério Ceni. Não sei muito o que dizer. Definitivamente, o maior ídolo da história do meu clube do coração.

A dedicação, o profissionalismo, a qualidade técnica (sim, ainda o considero um dos melhores goleiros do Brasil. No auge, um dos melhores do mundo) e principalmente o respeito pela camisa tricolor o colocam entre os meus heróis no esporte.

Podem chamá-lo de arrogante, até concordo que é um pouco. Mas acredito que isso é muito mais uma vontade de se posicionar de maneira diferente dos tantos jogadores e dirigentes sem compromisso com o futebol que estão por aí do que um prazer em humilhar e se sentir superior ao outro.

Até evito de pensar muito na aposentadoria do Rogério, que está próxima. Só de falar sobre ele já bate uma nostalgia. Vai ser muito triste olhar para o gol tricolor e não ver mais o nosso capitão.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Pelo Uruguai

Que me perdoe a pátria Canarinho, mas nos últimos tempos a seleção que mais empolga é a Celeste Olímpica.

Tudo começou com uma brincadeira de torcer pelo ídolo Lugano, capitão e símbolo da raça charrua.

Foi ficando mais sério na Copa de 2010, principalmente depois dos épicos confrontos diante da Coréia do Sul e de Gana.

No Sul-americano sub-20, torci muito para que voltassem às Olimpíadas e recentemente, me descobri hincha do Peñarol.

Hoje, posso dizer que está ficando sério. De verdade. É mesmo de se admirar o renascimento do futebol uruguaio. Sucesso que passa por uma série de questões de fora das quatro linhas, como bem explica o colunista da ESPN, Lúcio de Castro.

Não vi o amistoso contra a Holanda ontem, mas confesso que fiquei emocionado com as imagens que chegaram de Montevidéu.

Ao contrário do que fizeram com Wembley e estão repetindo no Maracanã, o lendário Centenário, templo sagrado do futebol, continua intacto, imponente, lindo demais!

Belíssimo também foi ver o Ghiggia, aos 84 anos, entregar o troféu de melhor da Copa para o herdeiro do grande Pablo Forlán.

Analisando friamente, sem Ganso e Lucas em campo, a Seleção da CBF não faz nenhum sentido pra mim. Há tempos que não consigo torcer de verdade por esse produto do Ricardo Teixeira.

Acho que sólida defesa formada por Lugano e Godín e as perigosas armaçoes de ataque do trio Forlán, Cavani e Suárez em breve me darão mais alegrias que a amarelinha nos estádios argentinos.

Que venha a Copa América, pelo Uruguai!



quarta-feira, 8 de junho de 2011

O ídolo despedaçado

Ronaldinho foi o primeiro gênio do futebol que vi nascer, crescer e aposentar.

Minhas memórias de 93 não são muito vivas, mas lembro dele no Cruzeiro. Lembro bem de quando foi vendido para o PSV. Lembro de quando chegou ao Barcelona e, dali pra frente, acompanhei muito do que fez.

Um fenômeno, de fato. Por alguns anos, meu ídolo incondicional no futebol. Fiz muitos gols brincando sozinho e sonhando ser o Ronaldinho.

No entanto, desde a Copa de 2006 que meu encantamento com o Ronaldinho vem diminuindo e ontem, ao vê-lo se despedir da camisa canarinho (com que brilhou muito mais que no Corinthians), percebi que o agora Ronaldo já não me emociona mais. Principalmente em situações tão artificiais e comerciais como aquele amistoso da CBF.

Ao longo dos anos, o futebol do Fenômeno o tornou tão grande que jogar bola se tornou apenas mais uma entre as muitas atividades de sua vida.

Mesmo caminho seguido por Adriano, Ronaldinho Gaúcho, Robinho e outros ótimos talentos brasileiros que ultimamente dedicam mais atenção ao que fazem fora de campo que ao que fazem dentro das quatro linhas. São pop stars que, por acaso, também jogam futebol.

A impressão que tenho é de que treinar, viajar, concentrar e jogar duas vezes por semana virou um fardo para esses caras. A rotina do futebol atrapalha a vida deles. Abandonam o compromisso com a profissão de atleta e se se esquecem de que só são o que são por conta do que fazem nos gramados.

O próprio Ronaldo declarou há pouco tempo que estava "de saco cheio" do futebol, que faz parte da sua rotina desde os 16 anos.

Alguém vai dizer que ele tem todo o direito de se sentir assim, e eu concordo. Só não me peçam para continuar o admirando.

Na verdade, acho essa declaração desrespeitosa com o futebol e isso me incomoda demais.

E não é de hoje que esse "saco" do Ronaldo parece estar cheio. Acredito que a redenção alcançada na Copa de 2002 praticamente acabou com todo o compromisso dele com a bola.

No Real Madrid, jogou simplesmente por diversão. Na Copa de 2006, se apresentou fora de forma e entrou em campo pelos recordes. No Milan, estava mais preocupado com o cabelo. Já no Corinthians, se aliou ao Andrés Sanchez apenas para faturar.

Uma pena Fenômeno, pois passei esses quase seis anos da sua aposentadoria em atividade me alimentando de migalhas de genialidade e sonhando em reencontrar o verdadeiro ídolo Ronaldinho, que infelizmente, já estava despedaçado.

terça-feira, 7 de junho de 2011

O melhor europeu?

Seja com ou sem o anel de campeão, uma coisa não se discute: Dirk Nowitzki é um dos maiores nomes da história da NBA. Para muitos, o melhor jogador de basquete europeu de todos os tempos.

Título que o alemão só não leva por unanimidade por conta de Dražen Petrović, armador iugoslavo (croata) que morreu em um trágico acidente automobilistico há exatos 18 anos (7 de junho de 1993).

Confesso que há pouco tempo não fazia idéia de quem era Dražen Petrović, até que me deparei com o brilhante documentário "Once Brothers".

Em um depoimento emocionante, o ex-pivô Vlade Divac conta a história do fantástico time de basquete iugoslavo liderado por Petrović e que conquistou duas medalhas olímpicas, um título mundial e um europeu em seis anos.

Feitos que, para Divac, só não foram maiores por conta das guerras separatistas na região que acabaram desfazendo a equipe.

Além do sucesso com a seleção, em dez anos de carreira por clubes europeus, Petrović conquistou 5 títulos nacionais e 4 copas continentais.

Selecionado pelo Portland Trailblazer, chegou à NBA na temporada 89-90, mas passou praticamente dois anos esquentando banco para Clyde Drexler e Terry Porter.

Em 91, foi para o New Jersey Nets, onde pôde mostrar para a NBA o basquete que há dez anos encantava a Europa.

Morreu no auge da carreira, aos 28 anos. Em sua última (e melhor) temporada na NBA jogou 38 minutos por partida e alcançou média de 22.3 pontos.

Petrović foi nomeado para o Hall Of Fame da NBA em 2002, mesmo com apenas quatro temporadas na liga. Em 2007 também entrou para o Hall Of Fame da FIBA.

Reconhecimento que justifica o fato de muitos ainda o considerarem o melhor jogador de basquete europeu de todos os tempos.


segunda-feira, 6 de junho de 2011

Make some noise


Ontem, o comentarista da ESPN Mauro Cezar Pereira criticou em seu Twitter (@MauroCezarESPN) a artificialidade das torcidas nos ginásios da NBA.

Quando li, só consegui lembrar de um vídeo que meu irmão me mostrou há cerca de 3 anos. Nele, a torcida do Panathinaikos canta uma música fantástica que, inclusive, foi copiada pela torcida do Fluminense.





É impressionante o que esses caras fazem. Deve ser infernal para o time advesário. Já estive em jogos decisivos do Brasília na Asceb pelo NBB e pude ver o quanto uma torcida inflamada pode empurrar um time.

Nunca fui em um jogo da NBA, mas pela televisão dá pra perceber que, realmente, as torcidas por lá são um tanto quanto plastificada.

O barulho chega a ser maior em algumas arenas e é possível encontrar expressões bacanas de torcedores apaixonados nas arquibancadas.

No entanto, os gritos artificiais de let´s go e defense se repetem pelos quatro cantos do país (sempre puxados pelos telões) e os ginásios, muitas vezes caprichosamente enfeitados nas cores da franquia, são incapazes de promover espetáculo próximo ao da torcida grega.

E não acredito que trata-se apenas de uma questão cultural. Lá mesmo nos EUA é possível encontrar belas festas em ginásios da NCAA, como essa dos fãs do Flórida Gators.



O fato é que a extrema organização da NBA, que é positiva em inúmeros aspectos, acaba esfriando um pouco os ginásios. O protocolo é tão perfeito que tira o espaço para manifestações espontâneas.

Uma pena, pois seria bacana se os ginásios em que se pratica o melhor basquete do mundo recebessem torcidas mais empolgantes.

Me pergunto se derrotas como a que o Dallas sofreu para o Miami ontem e a própria virada histórica que o time texano aplicou nos Beach Boys semana passada na Flórida aconteceriam se os donos da casa contassem com o apoio de arquibancadas como essas:


Turquia


Kosovo


Sérvia


Espanha


Itália

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Voltamos!

Foram necessários 24 anos para o torcedor carbonero voltar a celebrar uma final de Copa Libertadores. Foram necessários 60 meses para o torcedor texano de Dallas voltar a ver o Mavericks vencer uma partida nas Finais da NBA. Foram necessários 115 dias para eu tomar vergonha e voltar a atualizar o blog.

E fui constrangido a fazê-lo depois do que vi ontem. Na verdade, do que tenho visto nos últimos tempos. O esporte mundial está legal demais!

Barcelona, Libertadores, NBA... É muita história sendo escrita. Preciso me unir aos milhares que estão fazendo o favor de registrar isso. Mesmo que seja apenas para meu próprio deleite.

Ontem, mais uma vez, o futebol provou que é o esporte em que o mais fraco tecnicamente tem mais chance de vencer. Uma análise racional, me faz acreditar que o time do Peñarol é mais limitado que o Inter, mais limitado que a Católica, mais limitado que o Vélez. Só que a torcida dos três favoritos citados vai ter que que assistir a final da Libertadores pela TV.




Por outro lado, a apaixonada hinchada uruguaia voltará a curtir a decisão no clássico Estádio Centenário de Montevidéu. Um privilégio que entre 1960 e 1988, os torcedores de Peñarol e Nacional desfrutaram por 15 vezes.

Certamente, testemunharemos no dia 15 de junho um belo reencontro. Um ode ao futebol!




Já a espera do torcedor do Dallas Marvericks não foi tão grande, mas acredito que tenha sido tão dolorosa quanto a dos carboneros.

O reencontro já estava marcado, mas corria o risco de ser frio, gelado. Ver seu time chegar em casa com um 0-2 na bagagem, certamente quebraria um pouco o clima.

Mas ontem, os "gods of basketball" resolveram aparecer. Tiraram sua magia dos encantados King James e D.Wade e deixaram o Donar da bola laranja livre para usar o seu martelo.





Dois momentos únicos, registrados na história e, agora, aqui também.
Que venham os próximos posts.



segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Esporte

Melhor do que acompanhar o esporte, é praticá-lo!

Um momento mágico em que muitas vezes sonhamos ser aqueles que tanto admiramos.

No Brasil, é comum encontrarmos Ronaldinhos e outros craques nas esquinas.

Mas descobri em Brasília um lugar onde brilham Kobes, Rondos e outros astros da NBA.


Ironias do futebol

O roteirista do futebol deve ser um cara muito bom.

É ou não é coisa de gênio colocar o Corinthians para jogar um clássico contra o Palmeiras três dias depois de ser eliminado da Libertadores?

Ou o Vinícius Pacheco fazer dois gols pelo Grêmio na noite em que Ronaldinho Gaúcho estreou no Flamengo?

Mas a melhor história da semana veio da Inglaterra. Um roteiro digno da Palma de Ouro.

Há algumas temporadas o Chelsea vinha assediando o segundo principal nome do Liverpool com seus "abramodólares".

Depois de muita novela (e muito dinheiro, claro) os Blues conseguiram tirar El Niño Torres de Melwood.

Não sem antes uma pitada de suspense no último dia da janela de transferências, com direito a declarações polêmicas de ambos os lados e tocedores queimando camisas do antigo ídolo.

Cinco dias depois, o climax: a tão esperada estréia de Torres no Stamford Bridge teria que ser contra quem?

Sensacional!!!

O melhor de tudo é que esse filme teve final feliz. Pelo menos pra mim.

Chelsea 0 x 1 Liverpool e um belo kick ass nos "abramoboys".

"You´ll never walk alnoe..."

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

De Arrepiar!

Não sei como foram gravados esses depoimentos...

não sei se são sinceros...

não sei se esses caras milionários realmente sentem o que dizem pelo esporte...

... mas não consegui deixar de me emocionar com esse comercial.


Simplesmente, o melhor que já vi!

Um cara que gosta de futebol

Retorno ao blog depois de mais de dois meses de... digamos, uma parada para as festas de fim de ano. Animei pra voltar depois da grande lição de amor ao futebol que o Rivaldo nos deu ontem.

Quando a diretoria do São Paulo (que só faz besteira) anunciou a contratação do meia de 38 anos, confesso que fiquei com um pé atrás. Há muitos anos não o via em campo e a última lembrança que eu tinha era do Rivaldo fracassado do Cruzeiro de 2004.

Só que bastou a apresentação e as entrevistas para ficar claro que trata-se de alguém diferenciado. À moda antiga. Um tipo de jogador que está em falta. O cara que gosta de jogar futebol.

Em tempos em que ídolos como Ronaldinho, Ronaldinho Gaúcho e Adriano desprezam o talento para curtir a fama e o dinheirão que ganham, é muito bacana ver alguém como o Rivaldo.

Em forma e jogando com muita classe, ele mostrou que ama a bola e respeita aqueles que pagam para vê-lo em campo. Entende que é idolatrado por ser atleta e não popstar.

Depois de ontem, acredito que Rivaldo ainda vai lotar algumas vezes o Morumbi. Não escorado no marketing e na imprensa como têm feito os Ronaldos, mas apenas jogando o futebol que sabe, que é o que o torcedor realmente quer ver.

Posso queimar a língua, mas tenho certeza que daqui uns 15 anos vou sentar ao lado do meu filho e curtir o Rivaldo desfilar toda sua categoria em alguma pelada de fim de ano. Mais ou menos como o Zico faz hoje. Uma ode ao futebol. Já alguns outros...

E para coroar a estréia brilhante de ontem, Rivaldo ainda pôde curtir do campo a arte de outro companheiro da mesma espécie. Rogério Ceni - indiscutivelmente, um dos melhores atletas que o mundo já viu!!!

Vale guardar os lances desse jogo que, com certeza, já entrou para a (minha) história.